Cantora indígena da Maré elogiada pela Forbes faz estreia no Rock in Rio: 'Nunca fui ao festival'; conheça


Kaê Guajajara aponta suas referências na música e lembra chegada na favela Se você ainda não conhece Kaê Guajajara, pode anotar esse nome. A maranhense, de 30 anos, já foi apontada como uma das cantoras brasileiras mais promissoras da atualidade pela revista Forbes. Natural de Mirinzal, ela e a família se mudaram do território não demarcado onde viviam para o Complexo da Maré quando a artista ainda era criança. Na comunidade, ela se encontrou na arte. Hoje, canta o que chama de Música Popular Originária, misturando ritmos como o rap e o pop com elementos indígenas. Já desenvolveu seu próprio selo artístico, a Azuruhu, e tem orgulho de dizer que é indígena favelada. Ao EXTRA ela relembra o passado e compartilha suas referências. Confira!
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Kaê Guajajara hoje trabalha com música, palestras e arte-educação em escolas
Divulgação/@scarlettrphoto
Invadida de várias formas
“Em Mirinzal as coisas eram muito escassas. Minha família trabalhava em situações análogas à escravidão, recebendo farinha como forma de pagamento. Além disso, tinham conflitos com madeireiros e abusos de diversas formas. Isso fez com que a gente quisesse sair de lá pensando: ‘Vou para a cidade tentar uma vida melhor’. Mas quando você se muda para a favela, não é bem isso que acontece. Eu digo que vivia invasão nas terras onde nasci e depois fui viver também na favela”.
Novos costumes
“Lembro de ter confusão em relação aos códigos de vivência. Por exemplo: não colocar o chinelo com o pé trocado, usar sutiã por baixo da blusa, dar bom dia para as pessoas… Coisas que aprendi na cidade e que são comuns, mas que em outros lugares não existia pra mim. Não era falta de educação, era outra forma de ver o mundo e coexistir com ele”.
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Ciente de sua origem
“Eu achava que não teriam muitas pessoas indígenas na favela, mas me surpreendi quando cheguei. Eu fiz vários amigos indígenas na Maré, mas nem todos com uma autoestima trabalhada coletivamente. Infelizmente, essa é uma realidade: muitas pessoas sabem que são indígenas, mas acabam não falando sobre isso. Essas histórias foram muito apagadas. Pensam: ‘Não vim da aldeia, então não posso falar isso”. Hoje em dia o próprio IBGE mostra que a maior parte da população indígena está nas cidades’’’.
Estereótipos e expectativa
“Estamos tentando fazer com que o Brasil entenda as realidades indígenas que resistem e existem até hoje. Além dos territórios demarcados, há também outras comunidades. No meio artístico, agora estou andando em espaços que as pessoas não esperariam me ver. E isso gera um incômodo. Começam a colocar em mim uma expectativa desleal de como eu deveria estar como artista indígena”.
Kaê Guajajara com sua mãe, Lene Guajajara, e a filha, Diana, de 6 anos
Reprodução/Instagram
Rap pra botar pra fora
“A música chegou primeiro na minha vida de forma espiritual, porque minha mãe e avó já cantavam para mim toadas e cantos no Maranhão. Quando cheguei na adolescência, entendi que tinham coisas que eu queria falar também. O rap veio me dar coragem de botar para fora questões necessárias de serem expostas e invisibilizadas muitas vezes, como a vivência indígena favelada. Quando eu me apresentava, já perguntavam: “Onde fica sua aldeia? Qual floresta?”. Achei importante pontuar que estava na favela. Não é porque colocaram asfalto nesse chão que ele deixa de ser território indígena. E não deixo de ser indígena porque migrei de um lugar para o outro”.
Referências
“Minha mãe ouvia muito forró, reggae. Meu pai já era mais da Legião Urbana, Cazuza. Eu gostava de rock indie, não curtia ouvir nada que era do Brasil. Na adolescência, passei a gostar de música indiana. Carrego esses gostos para minha arte na medida que posso, além do canto do meu povo e estilos musicais experimentais… Vou fazendo misturas”.
A cantora e compositora Kaê Guajajara em show
Divulgação/Beatriz Damy
Mãe de uma minidiva
“Minha filha, Diana, toca piano, dança, está começando a querer cantar… Na minha infância, apesar de a minha mãe ter me incentivado muito, meu pai já era mais do tipo que dizia: ‘Você tem que trabalhar de CLT, fazer um concurso’. Na arte, a gente precisa ter coragem para continuar tentando. Sei que o incentivo é difícil no país, então faço com ela dentro de casa”.
Estreia no Rock in Rio 2024
“Ser convidada para cantar no Rock in Rio foi algo incrível. Mas o que mais me chama a atenção não é nem o fato de eu, Kaê, estar ali, mas sim ter uma atração com o nome ‘Favela é terra indígena’ no Espaço Favela. É emocionante, tenho vontade de chorar quando ouço isso. É uma vitória para nós. Esse espaço reverbera, pontua que existem pessoas com essa narrativa, que nós estamos aqui, gera curiosidade sobre como estamos vivendo, o que está acontecendo. E isso gera possibilidades até de chegarmos mais perto de políticas públicas por meio dessa visibilidade”.
A cantora e compositora Kaê Guajajara estreia no Rock in Rio
Divulgação/Dani Dacorso
“Eu nunca fui ao festival antes porque não tive condições financeiras para isso. Agora, vou pela primeira vez e como artista! Eu achava que era impossível, porque artistas indígenas vão, normalmente, como participações. Mas um show inteiro… Não imaginaria nem nos meus melhores sonhos. Agora já estou até conseguindo sonhar mais alto a partir disso, como cantar internacionalmente e em outros festivais. As questões sobre a terra não atingem só o Brasil, mas o planeta inteiro. A mensagem precisa chegar em outros países também. O que faço aqui hoje é representar o que é viver todas as consequências de uma colonização. Tenho a oportunidade de cantar pop, trap, rap e, dentro desses ritmos, colocar temas importantes, como a coexistência com a terra em meio a tantas crises climáticas atualmente. E que venham cada vez mais artistas indígenas e não indígenas que passam essa mensagem. No dia 21 de setembro, no festival, estarei com álbum novo no show. Nem meus próprios fãs estão preparados para o que está vindo. Ainda não tenho data certa, mas com certeza lançarei antes do Rock in Rio, e vai ser diferente de tudo que já fiz”.
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