Em entrevista nas “páginas amarelas” da Revista Veja, o governador Eduardo Riedel (PP), que é candidato à reeleição, destacou o cenário econômico do Estado, projetou convergência da direita brasileira no segundo turno da disputa presidencial e defendeu que o País deixe de lado o que chama de excesso de “narrativas políticas e ideológicas.
Riedel afirmou acreditar que a atual fragmentação das forças de direita deverá ser superada naturalmente no segundo turno. Em Mato Grosso do Sul, onde construiu uma coalizão, o governador atribui a convergência política em torno de sua candidatura aos resultados de sua administração.
Segundo ele, a realidade estadual é diferente da nacional porque seu governo buscou construir um projeto para Mato Grosso do Sul em vez de concentrar a administração em uma “disputa de poder”.
“Quando se entregam resultados, as forças políticas tendem a convergir em torno do projeto”, afirmou. Riedel cita crescimento econômico acima da média nacional, redução da pobreza extrema, ampliação dos investimentos e baixos níveis de desemprego como elementos que teriam ajudado a sustentar essa coalizão.
Questionado sobre as investigações relacionadas ao Banco Master e as possíveis repercussões políticas envolvendo nomes como Flávio Bolsonaro e o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, Riedel defendeu que as responsabilidades sejam individualizadas e apuradas pelas instituições.
Embora tenha relação política com outros governadores ligados à direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Riedel decidiu apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar do alinhamento eleitoral com a direita, Riedel evita se apresentar como antipetista. Ele sustenta que mudanças na economia internacional e na estrutura produtiva brasileira exigem novas respostas e considera insuficiente o debate atual sobre equilíbrio fiscal, competitividade, modernização administrativa e crescimento sustentado.
“O Brasil ficou muito capturado pelas narrativas políticas e ideológicas dos últimos anos. Eu sinto falta de uma discussão mais profunda sobre reformas estruturantes”, afirmou.
Riedel defendeu um sistema com menos siglas e propõe mudanças significativas no calendário e na estrutura eleitoral: fim da reeleição para cargos do Executivo, adoção de mandato único de cinco anos e realização conjunta das eleições municipais e nacionais.
Ao projetar os próximos anos, o candidato do PP coloca a transformação econômica e logística de Mato Grosso do Sul no centro de sua estratégia.
A intenção, segundo ele, é consolidar o estado como polo logístico, industrial e de serviços, aproveitando a diversificação econômica e os investimentos privados. Nesse projeto, a Rota Bioceânica ocupa posição estratégica. “Gostaria que fôssemos reconhecidos como um estado que cresceu sem abrir mão da responsabilidade fiscal, da inclusão social e da educação”, afirmou.











