O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) tirou R$ 317 mil de sua fortuna de R$ 55,976 milhões para investir na campanha ao Senado neste ano. O líder nas pesquisas em Mato Grosso do Sul está entre os candidatos que mais investem pesado o próprio dinheiro para conseguir se eleger em 2026, empatado na terceira posição com um empresário de São Paulo.
Também candidato a senador, o advogado Roberto Oshiro (Novo) investiu R$ 50 mil do próprio bolso na campanha e, por enquanto, segue a cartilha do seu partido de não utilizar dinheiro público para bancar a corrida eleitoral. Postulante ao cargo de governador, Fábio Trad (PT) fecha a lista dos concorrentes nos pleitos majoritários que fizeram autodoação até esta quinta-feira (27), com R$ 5 mil.
A campanha de Azambuja recebeu até o momento R$ 817 mil, conforme a prestação de contas à Justiça Eleitoral. Deste total, R$ 500 mil vieram de partidos, o que representa 61,2%. Os R$ 317 mil são de recursos próprios do ex-governador, 38,8%.
Reinaldo declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter R$ 55,976 em bens neste ano. O patrimônio do ex-governador cresceu 176% em 20 anos, partindo dos R$ 20,2 milhões declarados em 2006.
No topo absoluto do autofinanciamento no País, de acordo com o portal UOL, está o advogado Edvaldo Brito (PSD), suplente na chapa de Jaques Wagner (PT) ao Senado pela Bahia, que injetou R$ 533 mil de seu patrimônio pessoal.
Logo atrás surge o deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), que destinou R$ 500 mil à sua candidatura. Azambuja está empatado na terceira posição com o candidato a deputado federal Bruno Wellington Domingues (PSD-SP), que investiu os mesmos R$ 317 mil em sua campanha.
De volta aos candidatos de MS, os R$ 50 mil investidos por Roberto Oshiro equivalem a 100% do que ele tem até agora para a campanha, ou seja, o candidato é seu próprio financiador. Já Fábio Trad, além dos R$ 5 mil ‘autodoados’, recebeu R$ 1.867.824,65 dos partidos da coligação, 99,73% do total.
Oshiro declarou bens de R$ 497.691,02 à Justiça Eleitoral, enquanto Fábio Trad informou possuir R$ 3,670 milhões. A maioria dos candidatos ainda não apresentou prestação de contas ao TSE, e dos poucos que fizeram, nenhum outro fez autodoação para a campanha.












