O diretor-presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), Marcos Tabosa, minimizou a Operação Presciência, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (25) e que tem a prefeitura de Campo Grande como alvo.
Para ele, se trata de uma ação “normal”, já que todas as prefeituras que investiram dinheiro no Banco Master devem receber busca e apreensão da Polícia Federal. Ele ainda endossou que espera que a PF “tenha êxito em apurar sobre o maior escândalo do Brasil”.
A prefeita Adriane Lopes (PP) investiu R$ 1,2 milhões da previdência municipal no Banco Master. Outros municípios de MS que fizeram a operação já foram alvo da Polícia Federal este ano, é o caso de Fátima do Sul e Angélica.
Ainda de acordo com Tabosa, o dinheiro investido no Master foi recuperado e está em uma conta judicial. “Investimos R$ 1,2 milhão e recuperamos, atualmente está em R$ 1,4 milhões, sendo R$ 227 mil de juros, que vão continuar sendo corrigidos. Estamos na fila dos credores e acreditamos que vamos recuperar o dinheiro até o final de 2027”, afirma.
Operação Presciência
A Polícia Federal deflagrou a Operação Presciência, nesta terça-feira (25), para apurar a aplicação de R$ 1,2 milhão pela gestão de Adriane Lopes (PP) no Banco Master, de Daniel Vorcaro. Um dos alvos é a vice-prefeita da Capital e atual secretária municipal de Ação Social, Camilla Nascimento de Oliveira (sem partido), que era presidente do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) na época da aplicação.
“A investigação teve início a partir de informações constantes de Relatório de Auditoria Direta – Letras Financeiras, elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social”, informou a PF em nota à imprensa.
“Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS municipal a riscos”, informou.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas cautelares foram deferidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande.











