A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vai prorrogar o prazo para o pagamento da 1ª parcela do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) após recomendação do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul).
Assim, o prazo de pagamento da primeira parcela do IPTU 2026 e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares será em dezembro de 2026, sem incidência de multa, juros ou atualização monetária.
Conforme o TCE-MS, a sugestão é do conselheiro Osmar Jeronymo e a decisão da administração municipal não altera o valor atual do IPTU.
Ainda conforme o Tribunal, a manifestação da Prefeitura foi formalizada em resposta ao Ofício Gab. ODJ 2/2026, encaminhado pelo conselheiro do TCE-MS, no qual foi sugerido que fosse concedida aos contribuintes a possibilidade de quitar a primeira parcela do tributo até o vencimento da décima segunda parcela, em 10 de dezembro de 2026, mantendo-se as demais parcelas nas datas originalmente estabelecidas.
Mudança apenas na 1ª parcela
Ainda segundo a Corte de Contas, em resposta oficial, a prefeita informou que a sugestão foi integralmente acolhida e que, a partir da próxima segunda-feira (12), os contribuintes poderão efetuar o pagamento da primeira parcela nas condições indicadas pelo Tribunal.
O calendário das demais parcelas permanece inalterado. A resposta foi encaminhada na noite desta sexta-feira (9), pelo e-mail institucional da prefeita Adriane Lopes — onde coloca o Executivo Municipal à disposição para eventuais esclarecimentos adicionais.
O aumento no valor do IPTU e a redução do desconto viraram alvo de reclamações dos contribuintes, enquanto a Prefeitura alegava a necessidade de aumentar a arrecadação para ficar em dia com a taxa do lixo.
Por ora, não há previsão de que o Executivo analise os reajustes ou retome o desconto de 20% ao pagamento à vista, como era tradicionalmente, em anos anteriores.

Desconto no IPTU
Os vereadores de Campo Grande devem sair do recesso parlamentar para realizarem uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira. Os parlamentares tentam derrubar o decreto do Executivo que extingue o desconto de 20% do IPTU.
Nesta semana, após comoção popular, a Casa de Leis criou uma comissão especial para debater o IPTU com a Prefeitura da Capital. Após reuniões, na quinta-feira (8), a prefeita de Campo Grande informou que o pagamento à vista do imposto deve seguir em 10% — e não em 20%, como o campo-grandense estava acostumado.
O presidente da comissão, Rafael Tavares, do PL, disse ao Jornal Midiamax que o colegiado não conseguiu um acordo e deve realizar uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira. Ele adianta que já acionou o presidente da Casa de Leis, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB).
“Como presidente da comissão sobre o aumento do IPTU, encerro as minhas negociações com a Prefeitura de Campo Grande sem obter avanços significativos na redução dos valores e retomada do desconto. Solicitei ao presidente Papy que façamos uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira para derrubar os decretos de aumento via legislativo”, disse.
Novo secretário
O novo titular da Sefaz (Secretaria Municipal de Fazenda), Isaac José Araújo, que tomou posse do cargo nesta quinta-feira, disse que é um enorme desafio diminuir despesas e aumentar receitas para quitar os compromissos.
“Alcançamos alguns objetivos já nesse curto período, nós estamos fechando o balanço agora, estamos encerrando o exercício, nós vamos ter os valores mais precisos, mas já alcançamos alguns objetivos”, garantiu.
Sobre a taxa do lixo, cujo reajuste tem sido alvo de reclamações da população, o novo secretário explicou que a Prefeitura de Campo Grande tem pago, anualmente, R$ 130 milhões do imposto, enquanto a arrecadação fica em cerca de R$ 50 milhões.
Mesmo com a redução do desconto de 20% para 10% para o pagamento à vista do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), em uma tentativa de aumentar o caixa, a arrecadação ainda deve ficar aquém do necessário.
“Nós equalizamos os valores com a equipe técnica de auditores e vamos diminuir este déficit […] existe algum déficit em razão das isenções, sobre aposentados, sobre associações, igrejas. São várias situações que são comportadas e vai continuar um pouco, mas vai diminuir bastante”, explicou.









