Você sabe por que quase 80% das marcas mais valiosas do Brasil estão ligadas ao esporte?

Há algumas semanas, uma postagem do Ricardo Fort, importante profissional de marketing e patrocínios esportivos, no LinkedIn chamou minha atenção pelo conteúdo. No texto, ele afirmou que 92% das marcas mais valiosas do mundo, segundo o ranking atualizado da Interbrand, utilizam patrocínios e outras iniciativas no esporte como estratégia para fortalecimento e construção de marca.

Apesar de já esperar que o cenário para marcas brasileiras fosse parecido, fui olhar mais a fundo para entender como estava o panorama no país e cheguei em números parecidos. Por aqui, 78% das 50 marcas brasileiras mais valiosas possuem alguma iniciativa ou patrocínio dentro do esporte. Quando olhamos para o recorte das 20 principais, esse número chega a 90%. Isso definitivamente não é coincidência. Por essa razão, decidi destrinchar um pouco mais sobre os principais motivos para as marcas se associarem ao esporte e o que elas esperam ao fazer isso.

Antes de entrar nos detalhes, vamos dar uma olhada em quais são as 20 principais marcas do Brasil, quais delas estão atualmente posicionadas no esporte e de que forma elas têm feito isso:

É possível observar que existe uma grande diversidade de segmentos de mercado (são 13 quando contabilizamos o ranking completo da Kantar Brandz das 50 marcas mais valiosas), mas nenhuma das marcas tem sua atividade-fim ou produto diretamente ligado ao esporte, exceto a Globo, que realiza transmissões esportivas de diversas modalidades em seus canais de TV aberta, fechada e streaming.

Também é importante destacar que a única marca presente no Top 20 que não tem patrocínio ativo no esporte atualmente é a Skol, que saiu de cena no esporte para assumir o território de festivais de música e culturais como parte da estratégia de portfólio da Ambev. O grupo deixou a Brahma e outras marcas, como o Zé Delivery, assumirem as iniciativas de esporte, com ênfase no futebol.

Fazendo um aprofundamento em modalidades e categorias, o futebol continua sendo o destaque na escolha das marcas ao se associarem ao esporte: 42% das marcas têm alguma iniciativa com o esporte mais popular do país. Porém, poucas marcas do ranking estão associadas diretamente aos clubes. A maioria das ações no futebol está ligada às competições e aos pacotes de patrocínio das transmissões, uma vez que os espaços dos clubes têm sido majoritariamente ocupados pelas empresas de apostas.

Em um ano olímpico, era esperado que as iniciativas ligadas aos Jogos aparecessem como destaque, o que foi concretizado com 30% das marcas se posicionando de alguma forma. Por outro lado, surpreende a importância que os esportes eletrônicos ganharam nos últimos anos, estando presentes nos patrocínios de 24% das marcas por meio das organizações de e-Sports e competições dos jogos mais populares, como League of Legends (LoL), Fortnite e Counter-Strike.

A segunda linha do gráfico acima (“Outras Iniciativas”) engloba uma diversidade de iniciativas e patrocínios, como corridas de rua, projetos de formação de atletas e iniciativas de incentivo à prática esportiva para a população, além de projetos patrocinados via Lei de Incentivo ao Esporte.

Com todo o contexto dado, vamos entender os motivos que fazem as marcas mais relevantes do Brasil e do mundo se associarem ao esporte de diversas formas.

O que as marcas procuram no esporte

O esporte é uma linguagem universal. Das ruas aos estádios, ele une pessoas de diferentes lugares, idades e culturas. Para as marcas, entrar nesse universo é mais do que garantir visibilidade: é encontrar um canal de conexão emocional e um terreno fértil para construir autenticidade e lealdade com seus clientes e futuros clientes. Podemos elencar cinco objetivos principais das marcas ao se associarem ao esporte:

1. Credibilidade e confiança

No esporte, cada detalhe importa, tanto para os atletas que se dedicam ao limite, quanto para os fãs que seguem as jornadas com afinco. Quando uma marca se associa ao esporte, ela quer emprestar esse capital de credibilidade e confiança. O consumidor de hoje e, principalmente, das novas gerações, quer mais do que bons produtos: ele quer se identificar com o propósito da marca. Parcerias no esporte são uma forma das empresas dizerem ao público que compartilham dos valores de determinação, superação e trabalho em equipe. É uma troca simbiótica: a marca apoia o esporte e, em troca, adquire atributos de confiança e autenticidade.

Betano adquiriu os naming rights do Brasileirão e passou a se associar à marca mais forte do futebol brasileiro – Divulgação

2. Alcance e segmentação

O esporte oferece algo que poucas plataformas conseguem: alcance massivo com segmentação precisa. De eventos globais, como as Olimpíadas, a campeonatos regionais de esportes de nicho, as marcas podem adaptar sua mensagem para um público diverso ou direcionar para um segmento específico com precisão cirúrgica usando a ferramenta correta. Um dos grandes atrativos para as empresas é essa possibilidade de falar com milhões sem perder a relevância. É a chance de uma marca ser vista por todos e, ao mesmo tempo, falar diretamente ao consumidor que realmente importa para o seu negócio de forma específica e relevante.

O comportamento do fã no esporte traz informações fundamentais para uma marca entender o potencial de tê-lo como cliente, além da melhor forma de encantá-lo por meio da comunicação para que isso aconteça.

Ambev usa o futebol não só pelo potencial de alcance, mas também para conhecer melhor os consumidores nos programas de sócio e benefícios – Reprodução / coritiba.com.br

3. Engajamento e fidelidade do público

Quando se trata de engajamento, o esporte tem uma vantagem única: a paixão dos torcedores. Fãs de esporte não são meros consumidores; eles vivem e respiram o time, o atleta, a modalidade que seguem. As marcas que se associam ao esporte querem capturar essa energia. Elas buscam algo que vai além do engajamento passivo de uma campanha de mídia: desejam a fidelidade do consumidor.

Para os fãs, uma marca que investe no time ou atleta do coração não é só mais uma empresa; é quase um “membro da torcida”. Esse tipo de vínculo emocional cria uma lealdade que dura muito além do jogo. Quem não se lembra de alguma fase especial do time do coração e indiretamente a relaciona com o patrocinador da época?

Batavo foi marcante no uniforme do Corinthians na década de 1990 e certamente não sai da lembrança do torcedor do clube acima dos 30 anos – Reprodução / corinthians.com.br

4. Ativação e experiência de marca

Para muitas empresas, patrocinar o esporte não é apenas sobre visibilidade, mas sobre criar experiências memoráveis para o público. Quando uma marca decide se associar a um evento ou time, ela quer mais do que um logotipo estampado; ela busca ativar essa parceria de formas que proporcionem experiências imersivas aos fãs. E aqui entram ativações criativas, como áreas exclusivas em estádios, interação digital, produtos personalizados e eventos paralelos, seja no mundo real ou no metaverso. É onde a marca deixa de ser um patrocinador estático e se torna parte ativa do espetáculo.

Panini na experiência do Comitê Olímpico do Brasil (COB) no metaverso do Roblox, com a Sports Land, construindo a base do futuro de seus clientes e oferecendo uma experiência imersiva à Geração Z e à Geração Alpha – Reprodução / Hermit Crab

5. Relevância cultural

Para muitas marcas, a associação com o esporte é também um caminho para reafirmar sua relevância cultural. O esporte transcende gerações e se transforma constantemente, sendo hoje um dos principais eixos culturais do mundo. Uma marca que investe em esporte não está apenas ocupando espaço na mídia, mas demonstrando que faz parte da conversa cultural. E, no contexto atual, em que o consumidor exige mais relevância e envolvimento das empresas, estar presente no esporte é um passo estratégico. Afinal, o que é mais relevante e culturalmente conectivo do que o esporte, que transcende nacionalidades e une multidões?

Banco do Brasil marcou a era de ouro do vôlei brasileiro e se tornou indissociável das grandes vitórias dos anos 1990 e 2000 – Reprodução / Icon Sport

O esporte é o meio; a finalidade é a conexão com as pessoas

O objetivo final das marcas não é sobre o esporte, mas usá-lo como território e meio para chegar até as pessoas. O esporte é uma forma de conexão, de construir uma ligação duradoura e marcante. Isso é uma realidade entre as pessoas que se reúnem em uma comunidade com grandes objetivos e paixões em comum: clubes e atletas com seus fãs, competições e modalidades com entusiastas e, finalmente, marcas e pessoas.

A sua marca já utiliza o poder do esporte para se conectar com os clientes? As principais empresas do Brasil e do mundo estão fazendo isso cada vez mais.

Vitor Marini é profissional de marketing com mais de uma década de experiência liderando projetos de mídia digital e dados para grandes anunciantes do país, como Samsung e Ford, entre outros. Atualmente, é CEO da Retize, a primeira sports media network (rede de mídia esportiva, em tradução livre) do país, que ajuda clubes esportivos a transformarem as interações digitais dos fãs em receita no mercado publicitário

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 Colaboração do @reporterbronka
  • É possível economizar, por exemplo, até R$ 32 ao optar pela gasolina comum no crédito na região do Imbirussu, R$ 25 no Bandeira, R$ 22 no Prosa, R$ 21 no Anhanduizinho, R$ 20 no Lagoa e Segredo, além de R$ 1,50 no Centro.
  • Em muitos municípios, a inserção já ocorre na própria UBS, desde que a unidade disponha de profissionais capacitados e estrutura adequada. 

Em outros casos, a Secretaria Municipal de Saúde organiza unidades de referência para a realização do procedimento.
  • A medida atende a Portaria Senatran nº 927, de 12 de dezembro de 2025, que fixou em R$ 180,00 o teto máximo que deve ser pago nos exames médicos e psicológicos realizados pelos Detrans em todo o país. 

Assim que a Portaria da Senatran foi publicada, o Detran-MS iniciou estudos técnicos para adequação dos valores, buscando evitar insegurança jurídica para o processo e não prejudicar o cidadão.
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Manter a estrada em boas condições é fundamental para garantir mais segurança, melhor acesso e mobilidade para todos que utilizam esse importante trecho.
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As atividades continuam em 18 de fevereiro, no Parque Vale do Vacaria, passam pelo Park Fratelli em 4 de março e encerram em 18 de março, na Praça Central.
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  • Onze pessoas mσrrεram em um grαvε acidente envolvendo uma van na Rodovia Bioceânica, entre as cidades de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, região de fronteira com Corumbá, em Mato Grosso do Sul. 

A tragédia ocorreu na manhã desta segunda-feira (12). Conforme as informações das autoridades bolivianas, divulgadas pelo site Diário Corumbaense, as vítimas seriam sete adultos e quatro crianças da mesma família. O grupo voltava de uma festa de aniversário quando o veículo saiu da pista e colidiu violentamente contra uma árvore às margens da rodovia, que conecta a Bolívia ao Brasil. 

A informação foi confirmada pelo chefe de polícia de Puerto Quijarro, major Rodríguez. Segundo ele, os corpos foram levados ao necrotério municipal, onde aguardam identificação oficial por parte dos familiares. 

Além das mσrtεs, outras quatro pessoas que estavam na van ficaram feridas. Elas foram socorridas e encaminhadas para hospitais de Puerto Quijarro e Puerto Suárez. Uma das vítimas, uma menina, foi transferida para Santa Cruz de la Sierra em estado grαvε. Há ainda a informação de que outra pessoa teria sido levada ao Pronto-Socorro de Corumbá, no lado brasileiro da fronteira. 

Em entrevista à emissora Unitel, de Puerto Suárez, o agente de trânsito Miguel Lipe Calizaya afirmou que um adolescente, com idade estimada entre 13 e 14 anos, seria o possível condutor do veículo. 

O menor também está entre as vítimas fatais. Como uma sequência tão absurda de falhas ainda permite que adolescentes estejam ao volante e famílias inteiras paguem com a vida por isso?
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4 dias ago
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1 semana ago
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Em outros casos, a Secretaria Municipal de Saúde organiza unidades de referência para a realização do procedimento.
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1 semana ago
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1 semana ago
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2 semanas ago
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