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Viana critica liberações do STF que esvaziam CPMI e diz que pedirá revisão

O presidente da CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, a faltar à comissão.

Segundo Viana, a decisão representa “mais uma interferência no trabalho do Parlamento”. “Decisões monocráticas como essa acabam atrasando e dificultando o trabalho do Congresso Nacional na busca de respostas levará o povo brasileiro sobre as graves irregularidades investigadas na Previdência Social”, afirmou.

Viana indicou, em nota, que tem reunião agendada com o ministro para esta quarta-feira (11), ocasião em que o pedido para que essa posição seja revista. “O que defendemos é o respeito ao trabalho do Congresso Nacional e o necessário reequilíbrio entre os Poderes”, completou o presidente da CPMI.

Augusto Ferreira Lima foi CEO do Master e controlador do Banco Pleno, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano. A presença dele era aguardada principalmente pela oposição, diante dos vínculos dele com quadros do PT (Partido dos Trabalhadores), mas a oitiva foi cancelada.

Desde a instalação, a CPMI enfrenta obstáculos com relação à dispensa de convocados de comparecer à comissão para prestar depoimento. Os alvos de pedido de convocação têm recorrido ao STF para garantir habeas corpus que garanta o direito ao silêncio ou mesmo a ausência.

Na decisão que dispensou a presença de Augusto Ferreira Lima, Mendonça reconheceu que, embora as comissões parlamentares de inquérito tenham papel relevante na apuração de irregularidades, deve ser respeitada a garantia constitucional contra a autoincriminação.

Segundo o ministro, investigados têm o direito de escolher se comparecem ou não para prestar depoimento.

“Guga Lima” e Vorcaro

Conforme requerimentos de convocação, a comissão que investiga descontos ilegais a aposentadorias e pensões quer questionar Augusto Ferreira Lima, também conhecido como “Guga Lima” sobre a atuação dele à frente do Banco Master e do Banco Pleno, e também na elaboração do CredCesta.

Augusto Ferreira Lima foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, com foco no combate à emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Pouco depois, foi solto por determinação da Justiça.

A convocação do ex-sócio de Vorcaro era visada pela oposição por conta da proximidade dele com quadros do PT (Partido dos Trabalhadores) na Bahia. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), já admitiu ser próximo de Guga Lima.

A CPMI do INSS tentou ouvir Vorcaro em 23 de fevereiro, mas o banqueiro descartou comparecer após uma decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que tornou facultativa a sua presença.

 

CNN Brasil

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