O enterro do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, foi marcado por ausência de familiares e aconteceu com a presença de apenas uma pessoa.
A cerimônia, discreta e carregada de tensão, aconteceu na última terça-feira (13), em Pirassununga, cidade de origem da família, e escancarou o isolamento em que Miguel vivia nos últimos anos.
Quem acompanhou o sepultamento foi a prima de primeiro grau do médico, Silvia Magnani, que manteve um relacionamento com ele por cerca de 14 anos e ficou responsável por liberar o corpo e providenciar o funeral.
“Só estava eu no cemitério”, revelou Silvia ao jornalista Ullisses Campbell, autor de livros biográficos sobre Suzane.
O enterro foi simples e não atendeu ao desejo de Miguel, que queria ser enterrado ao lado da mãe e dos avós.
A morte do médico já deu início a uma disputa judicial milionária, envolvendo Suzane, condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, e Silvia.
O patrimônio deixado por Miguel é estimado em R$ 5 milhões, e a briga começou antes mesmo do enterro, quando ambas tentaram liberar o corpo na delegacia e no IML (Instituto Médico Legal). Silvia conseguiu autorização primeiro.
Até agora, apenas as duas se apresentaram como interessadas diretas na herança. Sem testamento, a lei prevê que os bens fiquem com os sobrinhos, o que colocaria Suzane e Andreas von Richthofen como herdeiros. Silvia afirmou que tentou localizar Andreas, mas não conseguiu.
A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e aguarda os laudos periciais, embora a principal hipótese seja ataque cardíaco fulminante.
E como se o clima já não estivesse pesado, na mesma madrugada da morte, o portão da casa amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”
A disputa, inclusive, também se estende ao imóvel onde o médico morava. Silvia e Suzane procuraram, em momentos diferentes, o vizinho que guarda a chave da casa. Ele informou que só entregará a chave mediante ordem judicial.
Resumo da ópera: morte misteriosa, herança milionária e uma família marcada por tragédias. A pergunta que ecoa (e que alguém pichou no portão) continua no ar…

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