
Zagueiro deve ser a grande novidade do Fluminense contra o Cuiabá, no próximo domingo Principal reforço do Fluminense para a temporada, Thiago Silva finalmente está liberado para estrear e será a grande novidade na equipe para o duelo do próximo domingo, pelo Campeonato Brasileiro, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal, às 20h (horário de Brasília). Nesta sexta-feira, o zagueiro concedeu entrevista coletiva e falou sobre a expectativa para voltar a jogar com a camisa tricolor, mas em um momento delicado de briga contra o rebaixamento.
– O momento é difícil, complicado. Não é fácil chegar assim, principalmente vindo de uma pré-temporada. Não tive a oportunidade de fazer nenhum amistoso. Estou muito ansioso por esse momento, com minha experiência fico um pouco mais tranquilo, pra que no jogo desenrole da maneira correta com que fiz os treinos. Confiança no grupo é muito grande. A gente vai procurar entrar pra poder ajudar, principalmente na parte defensiva, pra que possa voltar a vencer. Não adianta pensar em passar dois times que estão lá na frente. Isso começa com uma vitória já no próximo jogo, claro que respeitando o Cuiabá. Flu vai procurar jogar com cautela, mas sempre em prol da vitória – disse Thiago.
Quando foi contratado pelo Fluminense, Thiago Silva talvez não imaginasse que sua estreia seria em um momento complicado para a equipe. O Tricolor está na última colocação do Campeonato Brasileiro, com apenas oito pontos conquistados e precisa voltar a vencer de forma urgente para evitar o pior. O defensor falou sobre a pressão, principalmente após a mudança de comando técnico – a saída de Fernando Diniz e a chegada de Mano Menezes.
– Quando o Tuchel saiu do Chelsea, foi um baque muito forte. Nós sentimos muito a sua saída. Não foi por causa de resultado, foi por causa de outras coisas, que não vem ao caso. Sentimos muito em não jogar a temporada naquele padrão que vínhamos fazendo. Muda staff, a forma de treinar, de jogar, se adequar a um novo plano. A temporada nossa não foi boa. Vejo uma situação muito parecida. A saída do Diniz, por tudo que eles conquistaram. A confiança dos jogadores foi abalada pelos maus resultados que vínhamos tendo. Mas acredito muito nesse grupo. Vim para cá pelo Fluminense em primeiro lugar, mas em segundo pelos jogadores. Gosto de jogar muito pela bola. Aos 39 anos, não queria ficar correndo atrás. A situação é muito complicada, mas temos total condição de sair dessa situação. Mas não pode olhar para fora, porque ninguém vai ajudar a gente. Temos que olhar para dentro e tirar força. Quando você entra (na zona de rebaixamento), é difícil de sair. Diferentemente de outros clubes, o Fluminense não está acostumado com isso – afirmou.
Thiago também falou sobre a experiência neste período de preparação sob o comando de Mano Menezes, seu velho conhecido de seleção brasileira e seleção olímpica. O treinador chegou para dar um choque de realidade no elenco e fazer mudanças no estilo de jogo para tentar salvar o Fluminense de um possível rebaixamento.
– O Mano é um cara muito inteligente e que passa muita tranquilidade no dia a dia. Apesar do momento, se não tivermos confiança no treinador, dificilmente mudamos as coisas. É um cara muito tranquilo neste aspecto. Não passa a mão na cabeça, quando tem que cobrar, ele cobra. Essa semana foi de muita cobrança para mudar algumas atitudes que vínhamos tendo. Para não voltar a cometer erros dos últimos jogos. O momento não é fácil, não é simples. Mas se todos estiverem unidos, temos tudo para sair dessa situação – declarou.
Veja outros tópicos da entrevista coletiva de Thiago Silva:
Preparação e adaptação: “Me sinto preparado. Muito ansioso para poder voltar. Claro que não esperava que o momento fosse estar como está agora. Mas para mudar isso só com muito trabalho, muita conversa. Tivemos 10 dias de uma mini preparação. Depois, começa jogo a cada três dias. Ainda tenho que me readaptar ao futebol brasileiro. Com os campos, com as logísticas. Já vim sabendo que isso ia acontecer. Junto com a comissão técnica do clube, vamos tomar as precauções para evitar qualquer tipo de lesão.”
Estilo de jogo com Mano Menezes: “Ainda não tem o time ideal pro jogo de domingo. Amanhã ele vai decidir a melhor formação. Estou muito tranquilo. Sei daquilo que posso agregar pro time. Os treinamentos estão sendo muito favoráveis. Tenho um entendimento muito rápido das coisas. Com o Mano, mesmo não jogando nos jogos anteriores, participava dos treinos. É mais posicional do que vinhamos fazendo. É dificil mudar após dois anos fazendo uma coisa. Estamos tendo algumas atitudes diferentes do que o Mano pensa, mas estamos colocando as coisas no seu devido lugar. Para encontrar esse entrosamento o mais rápido possível. O tempo já passou muito e continuamos lá embaixo. Temos um jogo domingo muito difícil, mas é mais uma oportunidade que temos.”
Mudança de postura: “Mudança de postura: “Não imaginava que passaríamos por esse momento. Campeão da Libertadores, da Recopa, com o melhor futebol visto e, de uma hora para outra, as coisas não andam como ano passado andou. Você vai perdendo confiança. Cada vez que a gente não vencia, a pressão vinha mais forte. Só que comas derrotas, a confiança vai lá embaixo. Jogador sem confiança é difícil de dar confiança no jogo seguinte. Teve a mudança de comando. Agora tem que ter uma mudança de postura. É muito fácil trocar uma pessoa do que trocar 25 jogadores. Temos que olhar para dentro e ver o que estamos fazendo de errado. Todos temos que fazer isso. Não adianta falar “ah, foi o Diniz”. Só nós vamos tirar o Fluminense dessa situação.”
Dificuldades: “Além da situação do clube e da falta de confiança (dos atletas), é me readaptar a parte do campo. Isso para mim vai ser o pior de tudo. Logística. Eu joguei mais de 40 jogos no Chelsea, mas era um jogo por semana por estar fora da Champions. Quando era jogo de Copa, eu era poupado. Mantive a média de jogos alto. Aqui no Brasil, vai ser difícil pela logística e de um jogo do outro. A gente joga domingo contra o Cuiabá e volta 5h da manhã para enfrentar o Palmeiras em casa. A distância do jogo é de menos de 48h. Não é justo com o atleta. Mas vim sabendo da responsabilidade. Isso tem que ser conversado com o Mano. Não vou conseguir jogar todos os jogos neste início. Mas se precisar do meu sacrífico, vou estar aqui para ajudar.”
Fonte
Thiago Silva fala da expectativa para a estreia, mesmo em momento difícil do Fluminense: 'Não é fácil chegar assim'
