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Quais recursos de segurança fazem diferença em um aplicativo bancário?

Para proteger quem usa os aplicativos bancários, as instituições financeiras investem em recursos de segurança que combinam múltiplas camadas de proteção, como autenticação em duas etapas, criptografia, notificações de alerta e até bloqueio remoto da conta.

Essas medidas de proteção cibernética são necessárias em um cenário de aumento de golpes financeiros e transações instantâneas como o Pix.

Qual o número de incidentes cibernéticos no Brasil?

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o volume de registros de fraudes financeiras no Brasil apresentou uma alta de 10,26% nos primeiros seis meses de 2026. No total, foram mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados.

Apesar do crescimento ser um alerta, a empresa destaca que este avanço é um reflexo do fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central.

Outros dados importantes são que 78% das fraudes ocorreram por meio de celulares e que cerca de 779 mil vítimas sofreram golpe duas vezes ou mais.

Além disso, por ser uma modalidade de transação instantânea, o Pix foi o meio de pagamento preferido dos criminosos. Esteve presente em 85% dos registros de fraudes financeiras no país.

Quais as principais medidas de segurança de um aplicativo bancário?

De acordo com o professor Marcelo Azevedo, coordenador e docente do curso de Sistemas de Informação da Universidade Presbiteriana Mackenzie no campus Alphaville, a maior parte das instituições financeiras oferece um conjunto mínimo de tecnologias bancárias de segurança:

Autenticação multifator

autenticação multifator, ou “multifactor authentication” em inglês (MFA), é um dos recursos de segurança mais comuns.

“Hoje em dia 100% dos bancos utilizam, porque as instituições sabem que só a sua senha não é suficiente”, explica Azevedo. “Principalmente se você usa a mesma em diversos aplicativos, isso não é recomendado”.

Na verificação em camadas, além da senha ou PIN, o aplicativo pede algo que seja único dele, como biometria facial e digital. Tokens e outros códigos para confirmação também podem ser solicitados, seja por outros aplicativos ou por SMS, e-mail ou Whatsapp.

“Isso pode ser combinado com senhas e confirmações internas do aplicativo para as principais transações, como o Pix, por exemplo”, conta o especialista.

Criptografia

A criptografia é o embaralhamento dos dados que são transmitidos pela internet, também chamado de “texto cifrado”. Assim, toda vez que o usuário ou cliente acessa as plataformas das instituições financeiras, as informações passam de um local para outro por meio de códigos embaralhados e incompreensíveis.

“Se tiver alguém no meio do caminho com acesso a esse fluxo de dados, só vai ver estas informações desencontradas, códigos. Isso garante a confidencialidade e proteção dos dados”, detalha Azevedo.

risco de interceptação das informações acontece principalmente ao usar redes Wi-Fi públicas ou inseguras para acessar sites e aplicativos.

Inteligência artificial

inteligência artificial (IA) é usada pelos bancos e instituições financeiras para identificar compras e transações fora do padrão do cliente. Desde trocas de aparelho até mudanças no comportamento do usuário.

“O mais comum é quando usamos um dispositivo diferente, um acesso novo”, explica o especialista. “Mas tem identificações mais complexas, como a velocidade de digitação do usuário, valor que costuma fazer de Pix e até o tempo que demora para fazer a transação”.

A partir deste mapeamento, o sistema identifica possíveis riscos e envia notificações pelos canais de contato cadastrados para confirmar se é realmente o cliente que está usando o serviço ou realizando a ação. Contudo, vale lembrar que os bancos não pedem senha nem dados extras por meio disso, o máximo de confirmação é como respostas “sim” ou “não”.

Há ainda aplicativos que enviam alertas caso o acesso à sua conta esteja sendo feito junto de uma ligação de telefone ou compartilhamento de tela, já que isso é indicativo de golpes e fraudes financeiras.

“Localização é outro ponto. Se você muda de cidade ou, principalmente, se faz uma viagem internacional, é preciso avisar o banco para não ter problemas de acesso. As chances de bloqueio são altas”, diz o professor.

Limites inteligentes

Os limites inteligentes são definidos pelo próprio cliente da instituição financeira. O usuário entra no aplicativo e escolhe o máximo de valor para PIx diário, compras online e outras transações.

“Desta forma, mesmo que outros recursos tecnológicos falhem, você minimiza a sua perda”, conta Azevedo. “Limitar o horário também é interessante”.

Como saber quais medidas de segurança o seu banco segue?

Entre no site ou aplicativo da sua instituição financeira e veja as principais orientações sobre como se proteger de casos de fraudes e golpes digitais. Saiba como o seu banco entra em contato no caso de alertas e emergências e quais os caminhos para lidar com roubos e furtos de celular.

No Inter, por exemplo, há uma página específica de segurança que detalha ferramentas extras como o i-Safe, além de dicas que podem ser usadas no dia a dia.

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