
Oferta de equipamentos e espaços diversificados é incentivo para o morador praticar um vasto leque de modalidades esportivas Os projetos recém-lançados do segmento econômico mostram a preocupação das construtoras com a saúde dos futuros moradores. A aposta está na diversificação dos espaços para estímulo à prática de exercícios físicos, que vão muito além das academias, também mais sofisticadas. As ofertas incluem salas para atividades como luta, dança e Pilates, pistas de corrida, trilhas, ciclovia, quadras de beach tennis e equipamentos para crossfit.
A The Inc Incorporadora aproveitou a imensa área verde e uma praia dentro do terreno do Porto Mangará, condomínio lançado no início deste ano em Mangaratiba, na Costa Verde, para implementar diversos itens. O projeto prevê quadras na areia, equipamentos para esportes na água (natação, caiaque e stand up paddle), academia confortável e devidamente equipada e uma trilha dentro da mata preservada.
— O cuidado com a saúde e a busca pela qualidade de vida deixaram de ser uma preocupação apenas das classes mais altas. O público C, D e E também valoriza a rotina de exercícios. Oferecer itens que estimulem essa prática não é mais uma opção, é uma obrigação — diz Thiago Soares, diretor de Operações da The Inc.
Na primeira fase do Porto Mangará, foram colocados à venda 128 lotes, praticamente todos vendidos. A segunda e a terceira etapas de lançamento terão mais 400 apartamentos, além de casas já construídas pela empresa. Antes, a The Inc já havia lançado o Campo Real, em Campo Grande, que está quase pronto. O projeto oferece academia mobiliada de 50 metros quadrados, localizada na entrada do bloco 1 do condomínio, à vista dos pedestres.
— Antes de lançar o empreendimento, fizemos uma pesquisa com os moradores da região e entendemos que a academia era um item indispensável para a maioria. Alteramos o projeto: reduzimos o espaço da brinquedoteca e aumentamos o tamanho da academia, que será entregue já equipada para uso — conta Soares.
As quadras de beach tennis e futevôlei são a bola da vez nos projetos econômicos. Atenta ao sucesso dessas iniciativas, a Novolar já reservou espaço para essas modalidades esportivas no Green Life, próximo lançamento em Niterói. Em geral, a construtora oferece pista de caminhada, bicicletas compartilhadas e áreas fitness.
— São itens que impactam positivamente as vendas e valorizam o empreendimento. Embora nos projetos econômicos haja restrições orçamentárias, é possível criar espaços que estimulem a atividade física de forma inteligente e eficiente. O foco deve estar em qualidade, multifuncionalidade e benefícios a longo prazo — pontua Carolina Redoan, coordenadora de Produtos da Novolar.
A construtora tem o intuito, segundo ela, de investir mais em espaços fitness ao ar livre e está contratando uma consultoria para indicar os equipamentos e a quantidade adequada ao número de unidades e avaliar iluminação, ventilação e layout funcional.
A Cury aposta no health care em seus empreendimentos, com usos relacionados a academia, crossfit, espaço zen, Pilates, entre outros dedicados ao bem-estar dos moradores. Aline Bastos, coordenadora de Desenvolvimento de Produto, reforça que há uma demanda latente dos clientes por espaços externos para atividades físicas.
— Os ambientes são voltados para o público que busca praticidade e não fica restrito às academias internas. Espaços externos de crossfit, saunas, salas de massagem e spa são opções para diversos públicos em locais únicos para cada momento — conta Aline.
Alternativas que não oneram o condomínio
Equipamentos ao ar livre ou quadras de minigolfe são opções que não geram gastos
Minigolfe: opção de lazer que não pesa na taxa condominial
MP/DIVULGAÇÃO
Os empreendimentos da Direcional sempre contam com espaços destinados à atividade física. Mas o tamanho e a variedade de opções vão depender do terreno, diz Ivan Bettencourt, superintendente de Incorporação. A construtora também tem focado em alternativas que não onerem a taxa de condomínio, custo muitas vezes sensível para moradores de projetos econômicos.
Segundo ele, a empresa prioriza a colocação de equipamentos em espaços abertos, similares àqueles disponibilizados em praias ou em praças públicas, que são feitos de material resistente e duradouro.
— Nos últimos lançamentos, investimos em itens para a prática de crossfit. A academia fechada, com equipamentos elétricos, demanda consumo de energia e ar-condicionado, o que acaba onerando o valor do condomínio — explica Bettencourt.
A MP Construtora apostou em um espaço para treinos funcionais no Jardim Central III, em São Gonçalo, lançado em julho do ano passado. O empreendimento, totalmente enquadrado nas regras do Minha Casa, Minha Vida, também terá uma academia.
Mas um bom exemplo de condomínio com dezenas de opções para atividades físicas é o Water Park Pendotiba, no mesmo município. O projeto prevê salas para aulas de “spinning”, dança, ioga, luta, treinos funcionais e em cama elástica, além de uma academia de 98 metros quadrados.
— O Water Park é um sucesso de vendas. A taxa do condomínio será rateada entre centenas de unidades, não pesando no bolso de ninguém — afirma o gerente-geral de Vendas da MP Construtora, Rodolfo Moraes.
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