Prefeituras podem perder recursos em 2027, revela estudo da CNM
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Prefeituras podem perder recursos em 2027, revela estudo da CNM

As prefeituras brasileiras poderão enfrentar um aperto financeiro em 2027, com redução de recursos para serviços essenciais e maior dependência de emendas parlamentares.

O alerta é da CNM (Confederação Nacional de Municípios), presidida por Paulo Ziulkoski, que aponta riscos à capacidade das cidades de manter investimentos e atender à população.

Segundo levantamento divulgado na sexta-feira (23), as transferências obrigatórias da União devem crescer apenas 1,3%, enquanto o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), uma das principais fontes de receita das prefeituras, apresenta previsão de queda de 0,7%.

Educação terá cortes expressivos

O orçamento federal prevê redução de 25,3% nos recursos destinados ao transporte escolar, 19,1% no programa Dinheiro Direto na Escola e 2,6% na alimentação escolar.

Também está prevista queda de 24,5% nos recursos provenientes da exploração de petróleo e gás destinados a programas de saúde e infraestrutura escolar.

Embora o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) apresente crescimento de 27,6%, a CNM explica que o aumento decorre de uma mudança na classificação orçamentária.

Dependência de emendas preocupa

Outro dado chama a atenção: a participação das emendas parlamentares nas despesas discricionárias analisadas passou de 31% em 2017 para uma projeção de 74% em 2027.

A previsão é de R$ 40 bilhões em emendas destinadas aos municípios no próximo ano. No entanto, esses recursos dependem de indicações parlamentares e sua inclusão no orçamento não garante o pagamento.

O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 prevê R$ 555,3 bilhões em transferências federais aos municípios, sendo R$ 500,9 bilhões em repasses obrigatórios.

Para a CNM, o crescimento limitado das receitas, combinado ao aumento das despesas municipais, ameaça comprometer serviços públicos e investimentos, principalmente nas cidades menores.

A proposta ainda será analisada pelo Congresso Nacional e poderá sofrer alterações antes da aprovação definitiva.

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