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Pôquer passa a ser reconhecido como esporte da mente, ao lado de xadrez e e-Sports

Pôquer passa a ser reconhecido como esporte da mente, ao lado de xadrez e e-Sports

A International Mind Sports Association (IMSA) reconheceu oficialmente o pôquer como esporte da mente.

O anúncio ocorreu durante cerimônia promovida pela Federação Mundial de Pôquer (WPF, na sigla em inglês) realizada no WTC Sheraton, em São Paulo, mesmo local que recebe, até o dia 29 deste mês, o BSOP Millions 2024, maior evento da modalidade na América Latina.

Executivos de federações mundiais e da IMSA marcaram presença no evento e deram o parecer final, após assembleia, que irá mudar o status do pôquer globalmente.

Com essa nova condição, o pôquer se junta a outros esportes da mente, casos do xadrez e dos e-Sports, que já são reconhecidos pela entidade.

As modalidades são assim chamadas porque, além de terem diversas características em comum com esportes tradicionais, também requerem uma habilidade intelectual para competir e funcionam como uma atividade que trabalha o cérebro e a lógica, a partir da concentração, do raciocínio e da tomada de decisões.

Em dezembro de 2022, a WPF foi aceita por unanimidade como membro provisório da IMSA, o que abriu o caminho para este reconhecimento mundial.

Igor Federal, presidente da WPF, afirma que o reconhecimento é um passo fundamental para o pôquer brasileiro e mundial.

“O parecer da IMSA é resultado do trabalho e da dedicação de milhares de pessoas ao redor do mundo que veem o pôquer como uma verdadeira profissão e uma disciplina intelectual. Com uma forte rede global de federações em vigor e tendo o pôquer oficialmente reconhecido como um esporte da mente, mudamos nossos esforços para criar a base que todo esporte importante já têm: regulamentações padronizadas, caminhos profissionais, proteções de jogadores e competições internacionais”, explica.

Fundada no Brasil, a entidade conta hoje com afiliadas em 45 países, nos cinco continentes. “Nosso foco está em construir uma verdadeira estrutura esportiva global para o pôquer. A WPF foi construída na crença de que, unindo forças, é possível amplificar nosso impacto e ao mesmo tempo proteger o jogo que amamos. Cada jogador e federação acrescenta força à nossa voz coletiva”, afirma Leonardo Cavarge, CEO da WPF.

Em recente entrevista concedida à Máquina do Esporte, o executivo comentou sobre o esforço da WPF no sentido de descolar o pôquer da imagem associada aos jogos de azar e fazer com que a modalidade fosse reconhecida como esporte da mente.

“Pôquer nunca foi jogo de azar. Tem 0% de sorte envolvida. Essa ideia é uma construção baseada no puro preconceito”, declarou Cavarge.

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