A defesa do delegado alvo da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra policiais civis, na manhã desta quinta-feira (24), disse que não foi informada sobre o mandado de prisão que existe contra o delegado.
O delegado teria deixado a própria casa durante a madrugada, antes da operação ser deflagrada em Campo Grande. A polícia investiga o motivo do delegado não estar em casa.
Amilton Ferreira, advogado do policial, disse ao Midiamax que não soube de nenhum mandado contra o delegado e que, assim que tiver as informações, o policial será apresentado na delegacia para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
A operação cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal foram presos durante a ação. Entre os alvos, estão um delegado, que não foi encontrado, investigadores e um ex-investigador, além dos PMs.
As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, que revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.
Desvio de droga
O modus operandi adotado pela organização criminosa consistia no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão — nos registros formais — de parte da droga efetivamente arrecadada, seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.
A droga desviada é repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito.











