A Polícia Federal realizou buscas na casa da vice prefeita Camilla Nascimento na manhã desta terça-feira. Ela era a responsável pelo IMPCG quando a prefeitura fez o investimento de R$ 1,2 milhão no Banco Master, alvo da Operação Presciência.
A Polícia Federal também esteve na Secretaria de Assistência Social, onde hoje Camilla é secretária, e no Instituto de Previdência de Campo Grande.
A prefeitura não divulgou nota sobre o caso. O atual diretor do IMPCG, Marcos Tabosa, afirma que não há prejuízo no “investimento feito”.
Segundo Tabosa, desde dezembro de 2025, a prefeitura já tem mais de R$ 1,4 milhão em conta judicial: R$ 1,2 milhão do investimento feito e mais R$ 227 mil de lucro por conta do rendimento do investimento.
“O resgate seria feito em 2029 e vai resgatar antes do tempo, com juros e correção monetária. Campo Grande foi a primeira capital do país que não teve perda. Fomos os primeiros a recuperar o dinheiro. Apoiamos toda operação da PF, porque o Banco Master é o maior escândalo da história do nosso país e os responsáveis devem ser punidos, declarou.
O caso
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
As medidas cautelares foram deferidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande/MS. O inquérito policial apura a possível prática dos crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.
Segundo nota da PF, a investigação teve início a partir de informações constantes de Relatório de Auditoria Direta – Letras Financeiras, elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social (MPS).
“O relatório apontou possíveis irregularidades no processo decisório que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, diz a nota.
Ainda segundo a PF, há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS municipal a riscos.
InvestigaMS
