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Operações prenderam 107 pessoas ligadas ao crime organizado em MS

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), chefiou 11 operações tocadas por investigações próprias e 8 conduzidas em parcerias com MPs de outros estados brasileiros, de janeiro a dezembro de 2025. As investigações produziram 107 prisões, média de nove encarceramentos por mês.

Conforme a assessoria de imprensa do MPMS, os investigados foram levados à prisão por implicações em crimes ligados ao tráfico de drogas, à corrução de agentes de segurança pública e à lavagem de dinheiro.

Investigadores do Gaeco cumpriram, em 2025, 370 mandados de busca e apreensão. Além da presença física nas ruas, o enfrentamento ao crime avançou significativamente no campo tecnológico e de inteligência, informou a assessoria do MPMS.

A extração forense de dados a partir das apreensões feitas pelo Gaeco/MPMS alcançou 185 dispositivos informáticos — dos quais 108 são aparelhos celulares — garantindo a produção de provas cruciais para o Poder Judiciário.

A vigilância telemática e telefônica também foi robusta, com o afastamento de sigilo de 362 contas em plataformas digitais e a interceptação de 294 linhas telefônicas sob autorização judicial.

Além do apoio a 8 solicitações de outros MPs, o Gaeco/MPMS prestou auxílio direto em 52 solicitações de apoio de outras forças públicas, fortalecendo a cooperação em busca de um ambiente mais seguro para a população.

Investigações

Em 2025, o Gaeco/MPMS consolidou uma estratégia de asfixia financeira. Trata-se de um pilar para ir além do encarceramento de infratores, como forma de estancar o financiamento do crime, descreveu a assessoria.

Como resultado direto do foco no desmantelamento patrimonial, o Gaeco/MPMS obteve êxito em indisponibilizar mais de R$ 10 milhões em recursos, entre veículos de luxo, imóveis e valores em espécie, enfraquecendo o poder bélico e logístico das facções.

Um dos caminhos perseguidos foi desmantelar a logística do tráfico de drogas e neutralizar a lavagem de dinheiro feita por empresas de fachada e esquemas cibernéticos.

As operações do último ano atacaram estruturas em diversas frentes. No campo da logística do narcotráfico, a Operação Snow e a Blindspot concentraram esforços em Campo Grande e cidades da fronteira, desarticulando esquemas que, com a participação de policiais e ordens vindas de dentro do presídio, utilizavam empresas de transporte para camuflar cocaína em cargas lícitas.

No combate à corrupção, as fases da Operação Malebolge miraram prefeituras e órgãos públicos do interior do Estado, investigando fraudes em licitações e o pagamento de propinas a agentes públicos para o favorecimento de empresas específicas em contratos de serviços essenciais.

No eixo financeiro, a Operação Copertura e a Fachada revelaram o uso de comércios varejistas e empresas de serviços para dar feição legal ao lucro do crime, transformando dinheiro ilícito em patrimônio aparentemente obtido de forma correta.

A atuação deu seguimento também à repressão às milícias do jogo do bicho, com a Operação Successione, que mapeou a tentativa de novos grupos assumirem o vácuo de liderança deixado por prisões anteriores, envolvendo extorsões e controle territorial violento.

Por fim, a Operação Ad Blocker destacou-se pela atuação no ambiente virtual, derrubando redes que utilizavam fraudes eletrônicas e criptomoedas para financiar atividades criminosas no Estado.

Dessa forma, ao cruzar dados obtidos no ambiente virtual e em dispositivos eletrônicos, as investigações conseguiram rastrear o fluxo de capitais que alimenta o poder bélico das facções, transformando apreensões em provas judiciais contundentes.

Lista das operações do Gaeco em 2025

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