A Semadur, outrora baluarte da administração técnica de Campo Grande, está sendo brutalmente desmembrada sob os olhares complacente de quem deveria protegê-la. O que antes era um corpo sólido, composto por engenheiros e arquitetos especializados no uso do solo, hoje se desintegra em nome de uma política de conveniência e incompetência descarada. A pergunta que não quer calar: é incompetência, má-fé ou os dois?
MÚSICOS VIRTUOSES, MAS O REGENTE NÃO SABE LER PARTITURA
Comparar a Semadur a uma orquestra seria poético, se não fosse trágico. Técnicos experientes, que dominam o cadastro imobiliário e a valoração tributária, são acusados de desafinarem, enquanto o maestro não sabe segurar a batuta. A gestão atual parece ter assumido um manual de destruição: culpar os músicos, trocar os instrumentos por ferramentas quebradas e deixar o público — neste caso, o contribuinte — completamente surdo.
O cenário é claro: um corpo técnico que opera há décadas, afinado e resiliente, foi jogado aos leões por gestores que, a cada quatro anos, entram sem saber para que lado está o palco. Pior ainda, culpam os mesmos técnicos por um caos que eles próprios criaram. E o mais surreal? Acham que a solução é colocar vendedores de ingresso para tocar violino. Isso mesmo, um golpe de genialidade que só não é risível porque as consequências são catastróficas.
UMA CIRURGIA SEM ANESTESIA: DESMEMBRANDO A SEMADUR
Separar o cadastro imobiliário do urbanismo e da avaliação imobiliária é o equivalente a amputar braços e pernas e esperar que o corpo ainda corra uma maratona. Essa decisão, travestida de inovação, é uma sentença de morte para uma secretaria que não apenas gera receita com eficiência, mas também estrutura o crescimento da cidade.
Mais bizarro ainda é o destino do urbanismo e do meio ambiente, que estão sendo jogados em um limbo administrativo, sob o abrigo de uma secretaria que mal sabe para que serve. Uma espécie de exílio forçado, onde nenhuma lógica técnica se sustenta, mas as conveniências políticas prosperam.
VAMOS MATAR O PACIENTE PARA CURAR A INFECÇÃO?
E o regente? Ah, o regente… Ao invés de compor uma sinfonia para consertar a bagunça, ele escolheu matar o paciente para erradicar a infecção. A velha prática de destruir o que funciona porque não se tem competência para fazer funcionar melhor. Quando finalmente perceberem que trocar técnicos por amadores e manter gestores sem preparo foi um erro, será tarde demais. O estrago estará feito e irreversível.
O FUTURO DA SEMADUR: UM PESADELO ANUNCIADO
Se nada mudar, a Semadur não será mais reconhecível. Será um sub produto, do que um dia já foi o melhor produto, o carro chefe, que qualquer gestão poderia querer, tanto é verdade que é o quadro técnico da prefeitura que quase não houveram interferências no modo de operar a décadas, entretanto com a mudança proposta será apenas um conjunto de restos administrativos, servindo apenas como palco para disputas políticas medíocres e projetos pessoais. A cidade, claro, será a maior perdedora, mergulhada no caos tributário e urbanístico.
Portanto, está na hora de parar de brincar de maestro e contratar alguém que realmente saiba reger essa orquestra. Campo Grande merece mais do que amadorismo gerencial que se apresenta na atual gestão, fora a bagunça e desculpas esfarrapadas. Se a gestão quer transformar a Semadur em um circo, que ao menos admitam que os contribuintes são os palhaços principais. Chega de desafinar a cidade!










