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No Pantanal de MS, Lula deve sancionar Política de Manejo do Fogo ao lado de 13 ministros

No Pantanal de MS, Lula deve sancionar Política de Manejo do Fogo ao lado de 13 ministros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sancionar a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo durante agenda no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, 607 mil hectares do bioma pantaneiro sofreram com incêndios florestais. A agenda da próxima quarta-feira (31) em Corumbá deve contar com a presença de 13 ministros do Governo Federal.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a visita de Lula e do grupo de ministros faz parte da ‘Missão Incêndios no Pantanal’. Além dos ministros, devem participar os governadores de MS e MT, Eduardo Riedel (PSDB) e Mauro Mendes (União Brasil), respectivamente.

A sanção do Projeto de Lei nº 1.818/2022, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, é prevista durante a agenda. Além disso, Lula e os ministros devem sobrevoar áreas atingidas pelos incêndios no Pantanal.

Durante a visita, o Governo Federal também irá dialogar com famílias diretamente atingidas pelos incêndios no Pantanal. Também haverá apresentação de aeronaves de combate ao incêndios. São elas: Aircraft do ICMBio e o KC-390 da Força Aérea Brasileira.

Por fim, o presidente Lula deve fechar pacto interfederativo para o Combate aos Incêndios no Pantanal. Os governos dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul participam do pacto.

Também devem participar da agenda os deputados federais: Vander Loubet (PT), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB) e Rosa Neide (PT-MT). Além dos senadores Tereza Cristina (PP), Nelsinho Trad (PSD), Leila Barros (PDT-DF), Fabiano Contarato (PT-ES) e Jorge Kajuru (PSB-GO).

Ministros que podem comparecer:

  • Marina Silva (MMA)
  • Simone Tebet (MPO)
  • Cida Gonçalves (MM)
  • Rui Costa (CC)
  • Waldez Góez (MIDR)
  • Ricardo Lewandowski (MJSP)
  • José Múcio (MD)
  • Alexandre Padilha (SRI/PR)
  • Laércio Delgado (SECOM/PR)
  • Carlos Fávaro (MAPA)
  • Nísia Trindade (MS)
  • Wellington Dias (MDS)
  • Paulo Teixeira (MDA)

Política de Manejo do Fogo

O projeto de lei nº 1.818/2022, que institui a Política de Manejo de Fogo, tramitou por pelo menos dois anos no Congresso Nacional. Logo, a proposta promove a preservação do Pantanal.

Assim, a proposta prevê medidas para disciplinar o uso do fogo no meio rural nas regiões pantaneiras. As imposições serão principalmente entre comunidades tradicionais e indígenas.

A matéria prevê substituição gradual do uso de fogo por outras técnicas. Além disso, a matéria cria instâncias intergovernamentais para gerenciamento de respostas a incêndios nas vegetações do Pantanal.

A matéria foi proposta em 2018 pelo Poder Executivo, na época o presidente da República era Michel Temer. A Câmara dos Deputados aprovou a matéria em 2021. Em 17 de maio a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou a matéria. Assim, senadores aprovaram a matéria em 3 de julho.

Incêndios já consumiram 607 mil hectares

Informativo do Monitoramento de Incêndios Florestais em Mato Grosso do Sul, indica que, neste ano, houve um aumento de 2.397,8% no bioma do Pantanal em relação ao ano de 2023. A área queimada é de quase 607 mil hectares. A divulgação dos dados atualizados aconteceu nesta quinta-feira (25).

No Pantanal, o perigo de fogo encontra-se entre o risco “muito alto” a “extremo” e os dias entre 26 e 28 de julho podem ser os mais críticos.

Os municípios de Corumbá (86,9%), Porto Murtinho (6,7%) e Aquidauana (4,9%) concentram juntos 98,5% dos focos de calor no Pantanal de MS, conforme os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Ainda conforme o informativo, foi destacado que o CBMMS (Corpo de Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul já está em atuação na região desde o dia 2 de abril.

Além disso, já foram empregados um efetivo de 585 bombeiros e bombeiras militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais na Operação Pantanal 2024.

Ao contrário do que acontece no Pantanal, o boletim observa que houve uma redução de 42,7% na área queimada do Bioma Cerrado em Mato Grosso do Sul.

Fonte

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