SUDOESTE MS

Neblina a 200 pés de pista de aeroporto teria causado queda de avião e morte de jornalista alemã

Condições meteorológicas podem ter causado a queda do avião bimotor EMB-810D, que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff na região do Aeródromo Santa Maria, em .

O piloto e a pesquisadora morreram na manhã do dia 3 de julho, e a queda é investigada pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Conforme informações obtidas pelo Jornal Midiamax, havia uma camada de névoa praticamente no chão da pista de decolagem naquele 3 de julho. Por conta disso, o piloto não tinha visibilidade adequada.

Às 6h do dia 3 de julho, o Metar do Internacional indicava: SBCG 030600Z 18010KT 1500 R24///// R06/P2000 BR OVC002 15/15 Q1022. Os números mostram a velocidade do vento (180°, com 10 nós de velocidade), o alcance visual da pista (1.500), névoa úmida (BR), a camada de 200 pés de névoa úmida (OVC002), além da temperatura do ar e do ponto de orvalho (15/15).

A equipe de reportagem conversou com um piloto que atua na aviação desde 1994. Segundo explicou, havia um limite de evaporação muito alto naquela manhã, com a neblina a 200 pés da pista de decolagem — ou seja, praticamente no chão.

Devido à neblina e à consequente falta de visibilidade, não havia condições de decolagem, segundo o piloto que conversou com o Midiamax. “Com o sol que já estava saindo, se ele [Henrique] estivesse esperado mais um pouco, teria condições seguras para decolar”, disse o piloto.

Queda do avião

Em 3 de julho de 2026, um avião Cessna Piper Sêneca caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. Moradores ouviram o barulho e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar.

As buscas duraram horas e as equipes encontraram a aeronave a 50 metros de distância do aeródromo. O avião era vinculado a uma empresa de táxi-aéreo.

Na nota de pesar e esclarecimento publicada oficialmente nas redes sociais, a Amapil afirmou que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas; no entanto, em respeito às famílias de Marcelo e Lydia, a empresa não se manifestará sobre quaisquer aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até que os trabalhos oficiais sejam concluídos.

Destroços do avião que caiu em Campo Grande. (Foto: Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)

A perda de controle em voo pode ter ocasionado a queda do bimotor. A informação consta no reporte preliminar do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Consta no histórico da ocorrência que, inicialmente, a queda está sendo tratada como perda de controle em voo após o bimotor decolar do Aeródromo Estância Santa Maria, com destino final em Aquidauana, no Aeródromo Fazenda Barranco Alto. Durante a subida inicial, a aeronave teria perdido o controle de voo e se chocado contra o solo.

É frisado pelo Cenipa que as investigações do acidente ainda estão em andamento. No entanto, o centro de investigação pontua que elas terão menor prazo de conclusão, o que dependerá da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes.

“Seu teor ainda pode ser alterado e não vincula obrigatoriamente as conclusões que serão publicadas no Relatório Final das investigações”, diz o aviso.

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