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MPM está perto de concluir pedido de expulsão de Bolsonaro do Exército

MPM (Ministério Público Militar) deve encaminhar na próxima semana ao STM (Superior Tribunal Militar) as representações contra os militares condenados e presos por tentativa de golpe de Estado.

CNN Brasil apurou que o procurador-geral da Justiça Militar, Clauro de Bortolli, tem trabalhado mesmo durante o recesso do Judiciário para concluir os pedidos de expulsão dos militares das Forças Armadas.

Ao receber os pedidos de expulsão de Jair Bolsonaro (PL), do almirante Almir Garnier e dos generais Walter Braga NettoAugusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o STM vai decidir se os condenados são “indignos” ou “incompatíveis” para seguir nas Forças Armadas.

O mérito da condenação não é discutido, uma vez que não cabem mais recursos para reverter a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

As representações do MPM serão sorteadas eletronicamente no STM. Após o recebimento da representação, é definido um ministro relator do processo. A primeira função do relator será determinar a intimação do militar, que tem dez dias para apresentar defesa por escrito.

Caso o prazo expire sem manifestação, o relator solicita a nomeação de um defensor público, que terá o mesmo período para elaborar a defesa.

Concluída essa etapa, o processo passa pelas mãos de um ministro revisor. Assim que o revisor devolver o processo, o relator pede a inclusão do caso em pauta de julgamento. A data é escolhida pela presidente do Tribunal, a ministra Maria Elizabeth Rocha.

O STM nunca analisou pedidos de perda de patente de militares por crimes contra a democracia. Também jamais expulsou das Forças Armadas generais condenados.

Nos últimos oito anos, a Corte acolheu 93% dos pedidos feitos pelo Ministério Público para expulsar militares condenados. Os crimes que mais levaram à cassação dos fardados foram estelionato, peculato e corrupção passiva.

Como mostrou a CNN Brasil, apesar da perda de patente, os militares condenados podem continuar sendo remunerados, com pensões a esposa e familiares mantidos.

CNN Brasil

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