Mato Grosso do Sul está livre de febre aftosa sem vacinação, diz OMSA
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Mato Grosso do Sul está livre de febre aftosa sem vacinação, diz OMSA

Todo o Brasil, incluindo Mato Grosso do Sul, foi reconhecido como território livre de febre aftosa sem vacinação. O momento é histórico e representa uma importante conquista sanitária, devido às possibilidades de ampliação de mercado.

O status sanitário foi aprovado durante a realização da 92ª Assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal, que acontece na manhã desta quinta-feira (29), em Paris, na França. Mato Grosso do Sul atua desde 2017, com ações ativas para retirada da vacinação.

Participaram da ação em Paris, a senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), e o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni.

Para a CNA, a senadora Tereza Cristina destacou que a conquista do certificado vem sendo construída com muitas mãos ao longo dos anos e agradeceu a todos os envolvidos no processo de erradicação e vigilância da febre aftosa. “Hoje é um dia histórico, de emoção e muita gratidão a todos que participaram desse momento para que tivéssemos o certificado na mão”.

Tereza Cristina reforçou a necessidade de continuar trabalhando para manutenção do status declarado pela OMSA. “Os produtores rurais conquistam um status diferente, podendo acessar mercados mais exigentes, que pagam mais pela carne e que, sem esse status, não poderiam ser alcançados”. A senadora concluiu que “o Brasil continuará no rumo da produção da carne bovina de qualidade, fazendo a diferença”.

Produtor consciente

O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, afirmou que o reconhecimento internacional mostra que o Brasil é um produtor consciente, responsável e que preserva o meio ambiente. “Esse status reforça a característica de qualidade da nossa carne, e pode abrir novos mercados para os produtores rurais”.

A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) destaca que o trabalho não se encerra aqui. O novo status traz também novos desafios e responsabilidades para todos os atores envolvidos, com vistas a manter o rebanho em condições sanitárias adequadas e a fortalecer cada vez mais o papel do País como grande produtor e fornecedor de alimentos de origem animal para o Brasil e o mundo.

É a primeira vez que o Brasil alcança essa condição de excelência em seus controles sanitários, erradicando do seu território o vírus da febre aftosa, doença infecciosa aguda que causa febre, seguida do aparecimento de vesículas (aftas), principalmente, na boca e nos pés de animais de casco fendido, como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos, conforme informações do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

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