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Itália planeja transmitir liga feminina de vôlei até em redes sociais de atletas

Itália planeja transmitir liga feminina de vôlei até em redes sociais de atletas

A Liga Feminina de Vôlei da Itália planeja transmitir seus jogos até nas redes sociais de atletas, clubes e da própria liga. A estratégia faz parte do projeto vendido pela direção do torneio como “revolucionário”, com a ambição de exibir todos os jogos em todas as plataformas de mídia possíveis e de maneira gratuita.

Mauro Fabris, presidente da liga feminina, quer aproveitar o bom momento vivido pelo vôlei italiano para crescer comercialmente. A seleção feminina da Itália conquistou o ouro olímpico pela primeira vez em sua história nos Jogos de Paris 2024, encerrados em agosto.

No mês passado, o Conegliano, time da ponta brasileira Gabi Guimarães, conquistou o título do Mundial de Clubes, disputado em   Hangzhou, na China. Já o Vero Vôlei Milão terminou em terceiro lugar, derrotando o brasileiro Praia Clube na disputa do bronze.

Nova gestora

Nas próximas semanas será constituída uma empresa para gerir os acordos comerciais do torneio, formada pela associação entre a Liga Feminina e o fundo de investimentos Njf.

A escolha do sócio para a empreitada foi um processo que durou quase um ano. Graças ao ouro olímpico, a liga conseguiu melhorar seu poder de negociação.

Em dezembro foram analisadas três propostas para aquisição dos direitos de marketing da competição a partir de 2025/2026 (o atual acordo, com o Master Group, termina em junho) e os direitos de transmissão a partir de 2026/2027 (houve rescisão do contrato com a Volleyball World).

Duas propostas foram à votação: uma que previa um contrato com uma agência e o pagamento fixo pelos ativos da liga e outra em que a própria liga buscasse um sócio para se tornar a gestora desses ativos, assumindo os riscos envolvidos no negócio.

“Disse aos filiados: ‘Estamos realmente convencidos de que temos o melhor campeonato do planeta? Então vamos nos envolver’”, contou Fabris, em entrevista ao site Sport Business.

Em votação com os clubes das Séries A1 e A2 da Itália, a segunda proposta, feita pela Njf saiu vencedora, com 31 votos de um colégio eleitoral de 34 equipes.

Liderança feminina

Agora, Nicole Junkermann, da Njf, irá conduzir esse processo conjuntamente com a liga. A executiva ajudou a tornar a Infront uma das principais agências do mundo na aquisição de direitos esportivos de transmissão.

A empresária se capitalizou após vender sua participação de 40% na Infront à Bridgepoint, por € 650 milhões. Em 2012, fundou a Njf Holding, investidora que atua nas áreas de private equity, venture capital e fundos imobiliários.

A Njf Capital, braço de venture capital, passou a gerir mais de 40 startups, das quais 30% atingiram o status de unicórnio, quando a empresa obtém valorização de mercado de US$ 1 bilhão antes de negociar suas ações na bolsa de valores. O total arrecadado por esse grupo de empresas é de US$ 17,2 bilhões.

Novos negócios

A empresa que será criada em associação com a Njf terá participação majoritária da liga. A nova subsidiária irá administrar os direitos de marketing e de mídia assim que os atuais acordos terminarem.

A nova empresa estará atenta às novas oportunidades de negócio que possam ser criadas, incluindo a transmissão de jogos nas redes sociais de atletas, aproveitando o grande alcance de ídolos internacionais que atuam na liga italiana, como Gabi, que conta com 1,8 milhão de seguidores só no Instagram.

A Liga criará, portanto, uma nova empresa com o fundo Njf, na qual manterá a participação maioritária. A nova subsidiária administrará os direitos de marketing e mídia à medida que os contratos antigos expirarem e buscará quaisquer oportunidades de negócios que possam surgir no futuro.

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