O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou neste sábado (3) que a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contrariou os princípios do direito internacional.
Jean-Noël Barrot disse que a operação que levou à captura de Maduro viola o princípio de não recorrer ao uso da força, que fundamenta o direito internacional.
O chanceler também declarou que a França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos podem decidir o próprio futuro.
“A operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro viola o princípio de não recorrer à força, que fundamenta o direito internacional. A França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos podem decidir seu futuro”, escreveu Barrot no X.
Operação militar, céu vermelho e Justiça
Testemunhas da operação e equipes jornalísticas relataram explosões, colunas de fumaça e o som de aeronaves que sobrevoavam a capital venezuelana por aproximadamente 90 minutos.
Moradores de cidades costeiras descreveram o céu ficando vermelho e o solo tremendo durante as explosões.
Diversas áreas de Caracas sofreram interrupção no fornecimento de energia elétrica logo após o início dos bombardeios.
Após a captura, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, o presidente Donald Trump afirmou que o casal está a bordo do navio USS Iwo Jima rumo a Nova York. A missão militar, descrita como de “velocidade impressionante”, contou com o apoio da CIA e da polícia americana para rastrear e deter os alvos em Caracas.
A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que Maduro enfrentará a justiça americana por crimes contra o país. Com a chegada em solo americano, Maduro deve ser submetido ao sistema judicial para responder pelos mandados de prisão pendentes.
O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua detenção, valor atualizado em agosto de 2025.
Enquanto a Justiça dos EUA prepara o julgamento, a situação política na Venezuela permanece incerta. O governo local decretou emergência nacional e a oposição monitora uma possível transição de poder.
