O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta terça-feira (13/10), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de compartilhar fake news sobre ele nas redes sociais: “Daqui a pouco estão dizendo que vou acabar com a luz do Sol”, ironizou. A declaração à imprensa aconteceu depois de Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília (DF)
O pronunciamento ocorre em meio a uma guerra que as equipes jurídicas de ambos os candidatos travam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acusando-se mutuamente de fake news.
“E, infelizmente, tem gente que acredita [em fake news]. Disseram lá que eu acabaria com direitos trabalhistas, que eu acabaria com Bolsa Família, que eu acabaria com o Pé de Meia. É tudo mentira. Daqui a pouco estão dizendo aí que eu vou acabar com a luz do Sol, que eu vou extinguir o direito dos alienígenas”, disse o senador.
O encontro com ambas as campanhas no TSE está marcado para esta terça e será para conter a enxurrada de processos eleitorais e tentar “manter a serenidade” na reta final do 2º turno. O principal estopim da crise é o vaivém de decisões sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que conta com mais de 3 milhões de seguidores.
O grupo chegou a ser suspenso por Nunes Marques, presidente do TSE, a pedido do PL, mas reativado posteriormente. Flávio teria acusado a campanha de Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) de espalharem desinformação sobre ele.
“Então, eles estão fazendo esse tipo de doideira. Eu espero que, nessa reunião que acontece, eles se comprometam a parar de mentir”, afirmou o senador.
Contato com o pai
A 12 dias das eleições presidenciais Flávio voltou a ter contato direto com Bolsonaro, no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico. O senador chegou na residência do pai por volta das 9h45. Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar após ser condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista.
O retorno às visitas foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após 90 dias de proibição. O veto se encerrou no último domingo (11/10). Segundo o magistrado, não surgiram fatos novos que justificassem a prorrogação da medida
