Federação Nacional dos Jornalistas repudia ações da Fiems contra notícias por corrupção - SUDOESTE MS
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Federação Nacional dos Jornalistas repudia ações da Fiems contra notícias por corrupção

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) emitiu nota de repúdio contra o assédio judicial praticado pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) contra jornalistas do Jornal Midiamax após publicação de notícias com denúncias de possíveis irregularidades praticadas pelo presidente, Sérgio Longen, e pela diretoria da entidade.

Assim, a principal entidade sindical que representa os profissionais da imprensa no país avalia que a prática, conhecida como assédio judicial, é uma forma de intimidação e constrangimento a jornalistas: “A quantidade de medidas, sua concentração em curto período e, sobretudo, o direcionamento de procedimentos contra profissionais que participaram da produção das reportagens despertam preocupação quanto ao potencial uso da judicialização como mecanismo de intimidação e constrangimento do trabalho jornalístico”, diz a Fenaj.

Na nota, assinada em conjunto com o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), as entidades avaliam que as reportagens foram produzidas “no exercício profissional e relacionadas a temas de interesse público”.

A ofensiva da entidade chefiada por Sérgio Longen, por meio de interpelações judiciais contra 12 jornalistas, ocorre após a publicação de reportagens com denúncias que revelaram suspeitas de irregularidades envolvendo membros da diretoria, que estariam usando uma rede de CNPJs ‘laranjas’ para manter contratos de difícil mensuração. Vale ressaltar que a Fiems recebe recursos parafiscais de natureza pública, repassados pela Receita Federal, em um montante que chega a R$ 60 milhões somente neste ano.

Ainda, a entidade dos jornalistas defende a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação: “A Fenaj e o Sindjor-MS reconhecem o direito de qualquer cidadão ou instituição de recorrer ao Poder Judiciário quando entender que seus direitos foram violados. O acesso à Justiça, entretanto, deve coexistir com as garantias constitucionais da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão e do direito da sociedade à informação”, diz trecho da nota.

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