O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) criticou a revista inglesa The Economist por defender a aposentadoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não deveria disputar a reeleição por causa da idade avançada. Ele comparou o petista aos grandes líderes mundiais, como o britânico Winston Churchill, ao sul-africano Nelson Mandela e ao alemão Konrad Adenauer, que entraram para a história por grandes feitos.
“Nenhum deles foi fraco por ser idoso. Foram grandes por que eram preparados. No Brasil de hoje, Lula governa com serenidade, clareza e resultados concretos”, ressaltou. “Antes velho do que velhaco”, afirmou.
A The Economist reconheceu o favoritismo de Lula nas eleições deste ano e defendeu que o petista não dispute a reeleição. “Lula tem 80 anos. Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente muito arriscado para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. O carisma não é um escudo contra o declínio cognitivo”, disse a publicação.
“Lula é apenas um ano mais novo do que Joe Biden era no mesmo momento do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos, e isso terminou de forma desastrosa”, comparou, sobre o presidente dos Estados Unidos.
Em seguida, lembrou os problemas de saúde recente do presidente. “Em dezembro de 2024, ele precisou de uma cirurgia no cérebro para estancar um sangramento interno após escorregar no banheiro e bater a cabeça. Se cumprir outro mandato completo, ele terá 85 anos antes de se aposentar”, ressaltou.
Em seguida, a revista reconheceu a força do atual presidente. “O Brasil prendeu um ex-presidente, Jair Bolsonaro, por conspirar um golpe. O presidente Donald Trump alegou, falsamente, que se tratava de uma armação e impôs pesadas tarifas punitivas sobre produtos brasileiros. O presidente de esquerda do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrentou Trump e o convenceu a recuar em grande parte. Lula, como é conhecido, está agora em uma posição forte para ganhar a reeleição em outubro”, pontuou.
Grandes lideranças mundiais
Fábio acusou a publicação britânica de ter “ideia pobre e preguiçosa”. “Idade por si só não governa”, rebateu. “O que governa é o equilíbrio emocional, a experiência e sobretudo compromisso”, ressaltou o pré-candidato a governador.
“A história ensina: Churchill liderou o Reino Unido na luta contra o nazismo aos 65 anos nas décadas de 30 e 40 do século passado”, contou, sobre o primeiro ministro britânico, que entrou para a história por enfrentar Adolf Hittler.
“Mandela assumiu a presidência da África do Sul aos 75 anos para reconduzir o país destruído pelo ódio racial”, afirmou sobre o líder sul-africano Nelson Mandela. “Konrad Adenauer reconstruiu a Alemanha destruída pela guerra já octogenário”, afirmou, sobre o líder alemão. “Nenhum deles foi fraco por ser idoso”, frisou.
Em seguida, lembrou os feitos de Lula após assumir a presidência. “Reconstrução institucional, respeito internacional, crescimento econômico, pacificação democrática. Isso não é decadência, isso é maturidade política”, destacou.










