O Diário Oficial desta quinta-feira (30) trouxa a exoneração do servidor comissionado Inácio da Silva Espíndola, um dos denunciados na Operação Gutenberg, que revelou desvio de R$ 27 milhões em prefeituras de Mato Grosso do Sul.
Conforme dados do Portal Transparência do Governo do Estado, Inácio foi nomeado como assessor especial, em 2015, e o salário mais recente dele foi de R$ 16.836,63.
Produtor rural, Inácio foi vereador de Laguna Carapã, cidade na região da fronteira de MS com o Paraguai, distante 280 km de Campo Grande, por dois mandatos consecutivos — de 2004 até 2012, quando tentou se eleger prefeito no município, mas ficou em 2º lugar, com 40% dos votos válidos.
Gaeco denunciou 17 pessoas e pediu ressarcimento de R$ 27 milhões
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ofereceu denúncia à Justiça contra 17 investigados por desvios de R$ 27 milhões em prefeituras de Mato Grosso do Sul, além de pedir o ressarcimento do valor. A reportagem verificou que a denúncia ainda está pendente de análise da Justiça.
Tudo foi apurado em investigação que começou em 2023 e culminou na Operação Gutenberg, deflagrada em 7 de julho de 2026. No total, foram pedidas as prisões de 16 desses investigados, com 15 mandados cumpridos e um ainda pendente.
A investigação apontou que a Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46) firmou contrato de R$ 1 milhão com a Prefeitura de Miranda, mesmo sendo recém-criada e com capital social de R$ 40 mil, além de estar sediada em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.
Depois, o Gaeco conseguiu a quebra do sigilo fiscal e telemático e chegou a ao menos 17 prefeituras que firmaram contratos suspeitos com a editora. Tudo seria mediante ‘pressão’, já que o grupo se utilizava da estrutura da regulação estadual de saúde para usar a liberação de procedimentos como ‘moeda de troca’ para que prefeitos comprassem livros da Editora Avante, que seria controlada pela família Jafar.
