O nome do príncipe Andrew voltou ao centro do noticiário britânico nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, após a BBC informar que autoridades do Reino Unido ampliaram investigações relacionadas a possíveis ligações do ex-integrante da família real com Jeffrey Epstein, criminoso sexual que se tornou um dos casos mais explosivos das últimas décadas.
Embora o assunto circule com força nas redes e em veículos internacionais, o foco, neste momento, recai sobre apurações e procedimentos policiais ligados a suspeitas de má conduta no exercício de cargo público. Assim, o episódio aumenta a pressão sobre a monarquia, que já enfrenta desgaste desde que arquivos do caso Epstein começaram a vir a público nos Estados Unidos.
Além disso, a repercussão cresce porque Andrew aparece citado diversas vezes em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano desde dezembro, o que mantém seu nome associado a um escândalo de alcance global.
O que as autoridades apuram até agora
De acordo com a BBC, a polícia britânica passou a avaliar alegações envolvendo o ex-príncipe e possíveis trocas de informações com Epstein durante o período em que Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
A suspeita envolve, principalmente, a possibilidade de compartilhamento de documentos confidenciais. No entanto, investigadores ainda precisam determinar quais papéis estavam sob responsabilidade direta do ex-príncipe e se houve de fato repasse indevido.
Além disso, buscas ocorreram em endereços ligados ao caso, incluindo propriedades em Berkshire, a oeste de Londres, e em Norfolk, no leste da Inglaterra. A polícia de Norfolk confirmou apoio às operações, o que reforça o caráter amplo da investigação.
Em nota, um subchefe de polícia afirmou: “Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta no exercício de cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar esta suposta infração”.
Assim, o caso avança em ritmo cuidadoso, enquanto autoridades evitam antecipar conclusões.
Pontos que ainda permanecem sem resposta
Apesar do impacto da notícia, diversos aspectos seguem indefinidos. Até agora, o público não conhece detalhes específicos das acusações em análise, nem quais elementos levaram a polícia a aprofundar a apuração.
Além disso, investigadores ainda precisam esclarecer quais documentos estariam no centro da suspeita e se existe material concreto que sustente a hipótese de irregularidade.
Outro ponto sensível envolve o fato de Andrew já ter enfrentado acusações graves no passado. Virginia Giuffre, uma das principais testemunhas ligadas ao caso Epstein, acusou o ex-príncipe de agressões sexuais quando ela ainda era menor de idade. Andrew nega todas as alegações.
Portanto, o contexto atual mistura investigação sobre conduta pública e antigas denúncias que continuam a repercutir, mesmo após acordos e recuos judiciais em outras frentes.
Enquanto isso, especialistas destacam que qualquer processo formal exige etapas rigorosas, com análise de provas, descartes de justificativas legais e, somente depois, uma eventual acusação oficial.
Pressão sobre Andrew cresce desde novas revelações
Os laços entre Andrew e Epstein se tornaram um dos maiores pontos de desgaste para a família real britânica nos últimos anos. Desde que novas revelações vieram à tona, o príncipe passou a perder espaço institucional e prestígio público.
Em outubro, o rei Charles III retirou títulos ligados ao irmão e afastou Andrew de funções representativas. Além disso, ele deixou a residência oficial em Windsor e se mudou para uma casa de campo em Sandringham.
Mesmo assim, o nome do ex-príncipe segue presente em arquivos e imagens associados ao caso Epstein, o que alimenta pressão constante sobre o Palácio.
Na semana passada, segundo a BBC, o príncipe William e Kate Middleton afirmaram estar “profundamente preocupados” com as revelações recentes, embora o Palácio evite comentários extensos.
Andrew, por sua vez, mantém a mesma posição: nega qualquer irregularidade, tanto em relação a documentos quanto em denúncias de abuso.
Agora, com novas investigações em curso, o caso volta a ocupar espaço central no Reino Unido, reacendendo debates sobre responsabilidade, transparência e o impacto de escândalos internacionais sobre a monarquia britânica.
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