O ex-candidato a prefeito de Campo Grande pelo PSOL e a deputado estadual pelo PT, Luso de Queiroz deu guinada de 180º na carreira política e passou a defender voto no senador Flávio Bolsonaro (PL). Na campanha eleitoral, ele conquistou 688 votos após investir R$ 80 mil. Essa é a terceira campanha que sai atirando e já pode pedir música no Fantástico.
Luso chegou a agradecer os eleitores pelos votos no dia da eleição. “Camaradas, minha gratidão com vocês”, postou na rede social, mantendo a trajetória feita na esquerda.
A guinada transformou o ex-esquerdista em “garoto propaganda” de grupos de extrema direita e direita em Mato Grosso do Sul. Em entrevista a um programa de rádio, o ex-petista desfilou as “razões” para não votar em Lula para presidente. “A gerontocracia corrupta que comanda o PT, a ideologia queer, o ódio étnico que ele mesmo sofreu dentro do partido, e os ataques à fé cristã”, desfilou a jornalista Keliana Fernandes (PP), que foi candidata a deputada federal. Ela obteve 5.460 votos arrecadou R$ 1,1 milhão do Fundo Especial Eleições, o Fundão.
Na entrevista à jornalista de direita, Luso abriu o coração e afirmou que anulou o voto duas vezes na vida. E agora, no segundo turno, magoado com o PT, ele vai votar em Flávio Bolsonaro.
Vira-casaca
Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, o Luso Queiroz, 32 anos, declarou à Justiça Eleitoral que gastou R$ 80,8 mil na campanha de deputado estadual. Desse montante, R$ 70 mil foi destinado para Douglas Duarte de Souza, responsável pela produção de programas de rádio televisão e vídeo. O valor representa 87% dos gastos da campanha.
Conforme a declaração parcial, ele teve R$ 40,6 mil de receita, sendo R$ 39.275 do PT, proveniente do Fundo Especial Eleições, o Fundão. Apenas R$ 10 mil foram destinados para atividades de rua e militância.
Ele obteve apenas 688 votos, bem inferior a votação obtida em 2024, quando foi candidato a prefeito pelo PSOL e conquistou 3.108 votos. Na ocasião, ele recebeu R$ 83,6 mil do PSOL, dos quais apenas R$ 30 mil foram gastos com produção de programas de TV, rádio e vídeos.
Não é a primeira vez que Luso deixa a campanha atirando. Em 2018, ele estava no PDT e deixou a sigla após a derrota do juiz federal Odilon de Oliveira. Na época, ele também detonou as lideranças do partido.
Em 2022, ele tentou ser candidato a deputado estadual pelo PSOL, mas não conseguiu fazer o registro e foi considerado inapto. Em 2024, ele foi candidato a prefeito. Logo após perder a eleição, também deixou a sigla atirando contra as lideranças.
E, neste ano, após perder a eleição, ele até ensaiou um agradecimento aos 688 votos. Na semana seguinte, recorreu a uma entrevista de rádio para mudar de lado, dar guinada de 180º para declara voto em Flávio e virar a munição bolsonarista contra os petistas.
“Peguei a galera de surpresa”, gaba-se o ex-candidato a deputado estadual.
