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Em briga por imóvel de alto padrão, Justiça mantém despejo de Tetê Trad em ‘apê’ do Patrola

Em briga por imóvel de alto padrão, Justiça mantém despejo de Tetê Trad em ‘apê’ do Patrola

Irmã de Marquinhos tentou diversos recursos e até acordo com empreiteiro investigado

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou mais um recurso de Maria Thereza Trad, a Tetê Trad — irmã dos ex-prefeitos Marquinhos e Nelsinho Trad em briga por apartamento. Assim, decisão manteve o despejo contra Tetê do apartamento de André Luiz dos Santos — o Patrola. O empreiteiro dono do imóvel de alto padrão é investigado por corrupção.

O desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho assinou a decisão nesta sexta-feira (28). Neste novo pedido, impetrado em 28 de janeiro, Tetê tentou a revogação da decisão de despejo e deferimento do recurso anterior.

Contudo, o desembargador manteve o despejo contra Tetê e manteve a decisão anterior. O empreiteiro dono do imóvel foi denunciado por desvios de R$ 300 milhões em contratos firmados na gestão de Marquinhos Trad.

Inadimplência

O imbróglio começou quando Patrola entrou na Justiça para determinar o despejo de Tetê de seu apartamento, que aluga para a Trad, alegando inadimplência. A presidente do PSD-MS Mulher é acusada de atrasar R$ 87,5 mil em aluguel de um apartamento no Jardim dos Estados. Além disso, Patrola alega que a inquilina atrasou quase R$ 100 mil em IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).

Assim, o empreiteiro definiu o valor atualizado de inadimplencia em R$ 214.063,24. Após decisão favorável para o despejo de Tetê e diversos capítulos de recursos judiciais, Patrola reforçou à Justiça, em 22 de janeiro, o pedido para que seja empregada força policial para retirar a Trad do imóvel.

Por outro lado, Tetê apontou que não foi notificada e pediu na Justiça para abater valores na monta de R$ 201 mil, que diz terem sido gastos com benfeitorias no imóvel. Ela quer que essa quantia seja abatida da dívida apontada pelo locador, que está na casa dos R$ 214.063,24.

Patrola é denunciado por corrupção

A primeira fase da Operação Cascalhos de Areia reuniu indícios que apontam para suposta rede de empreiteiras nas mãos de laranjas, a princípio comandadas por Patrola.

Assim, Patrola e outros empreiteiros foram denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por desvios em contratos de cascalhamento e locação de máquinas que ultrapassam R$ 300 milhões, segundo investigações. A maioria dos contratos foi firmada durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad.

A denúncia foi feita mês passado pelo MPMS e aguarda análise do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande. Também figuram entre os denunciados o ex-secretário de obras da Prefeitura de Campo Grande, Rudi Fioresi, empreiteiros, supostos laranjas da organização criminosa e servidores.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, no total 12 pessoas foram denunciadas por crimes como peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

André Luiz dos Santos seria o operador do esquema de ‘laranjas’ para comprar as empresas e, assim, vencer todas as licitações de cascalhamento em Campo Grande. Trata-se de contratos difíceis de aferir a comprovação dos serviços.

Todas as empreiteiras têm contratos desde 2017 na Prefeitura de Campo Grande, ou seja, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Os servidores alvos da investigação também foram nomeados pelo ex-prefeito.

À reportagem do Jornal Midiamax, Marquinhos disse na época que “todos os contratos de responsabilidade do gestor foram feitos e aprovados pela procuradoria-geral do município e controladoria de transparência. Não fiz e não faço parte dessa relação processual”. Além disso, negou ter praticado qualquer ato ilegal: “Todos os meus atos foram proclamados pelo MP como lícitos e legais”.

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