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Dívida milionária chega ao STJ: Nelsinho Trad tenta reverter cobrança de R$ 6,6 milhões

Senador busca reverter decisões da Justiça de Mato Grosso do Sul que determinaram o pagamento de nota promissória assinada após campanha ao Governo do Estado em 2014

O senador Nelsinho Trad (PSD) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de reverter decisões da Justiça de Mato Grosso do Sul que o obrigam a quitar uma dívida de aproximadamente R$ 6,6 milhões com a empresa VCA Produções, responsável por serviços prestados durante sua campanha ao Governo do Estado em 2014.

A cobrança tem origem em uma nota promissória no valor de R$ 1,25 milhão, assinada após a conclusão dos trabalhos da produtora. Segundo os autos, a empresa tenta receber o crédito desde o fim da disputa eleitoral daquele ano, quando Nelsinho terminou a eleição em terceiro lugar. Com a incidência de juros e atualização monetária, o débito alcançou cerca de R$ 6,6 milhões.

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve, por unanimidade, a decisão da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais que determinou o pagamento da dívida. Posteriormente, a Vice-Presidência do TJMS negou seguimento ao recurso especial apresentado pela defesa do senador.

Diante da negativa, os advogados André Borges, Julicezar Barbosa e Renata Borges protocolaram um agravo em recurso especial para que o STJ examine o caso.

Defesa questiona prestação dos serviços

No recurso, a defesa sustenta que houve cerceamento de defesa porque a Justiça teria negado a realização de perícia destinada a verificar se os serviços contratados foram efetivamente prestados.

Entretanto, as instâncias anteriores entenderam que a produção da prova era desnecessária, uma vez que existiam contrato de prestação de serviços e nota promissória assinada após a execução do trabalho, reconhecendo a existência da obrigação.

Os advogados afirmam que o Tribunal não analisou adequadamente dispositivos legais apontados na apelação.

“O acórdão recorrido julgou a apelação, mas sem integralmente apreciar as normas legais nela contidas. Nenhum dos dispositivos de lei invocados na apelação foi citado no julgamento”, argumentou a defesa.

Segundo os advogados, o recurso ao STJ busca discutir apenas questões de direito, sem necessidade de reavaliar provas.

Entre os pontos levantados estão:

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