Deepfakes: realidade ou manipulação?

Por Bruno Fraga.

No mundo digital de hoje, a linha entre o real e o falso se torna cada vez mais tênue. Imagine ver o Dr. Drauzio Varella recomendando um “suplemento milagroso” em um vídeo, ou os apresentadores da TV Globo, William Bonner e Pedro Bial, promovendo jogos de azar. Acredite ou não, esses vídeos não eram reais.

Foram as chamadas deepfakes – junção dos termos “deep learning” (aprendizado profundo) e “fake” (falso) – que emergiram como uma poderosa ferramenta capaz de simular o rosto ou voz de qualquer pessoa. Elas usam inteligência artificial para criar imagens e vídeos falsos extremamente realistas, e hoje qualquer pessoa pode ter seu rosto e voz manipulados para dizer ou fazer algo que nunca disse ou fez.

Com essa tecnologia, influenciar guerras e políticas nacionais ou cometer fraudes em uma escala sem precedentes ficou fácil e acessível. Em 2023, ainda nos primórdios dessa tecnologia, o Brasil já se tornou um epicentro de atividades deepfake com um aumento de 830% em seus casos registrados, segundo dados do relatório da plataforma de segurança Sumsub.

Ainda de acordo com a pesquisa, 1uase metade de todos os deep fakes da América Latina foram encontrados no país, afetando principalmente os setores de fintechs, criptomoedas e iGaming.

A proliferação de vídeos e áudios falsos é tão poderosa que levanta questões profundas sobre no que poderemos confiar.

Mas o problema não se limita apenas a celebridades ou chefes de estado. Candidatos a emprego estão usando deepfakes para mudar de rosto e se passar por outras pessoas em entrevistas. O famoso “golpe do sequestro” passou a clonar a voz de parentes da vítima via telefone.

A proliferação desses vídeos e áudios falsos é tão poderosa que levanta questões profundas sobre no que poderemos confiar daqui pra frente. Até mesmo o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstrou preocupação, prevendo um impacto das deepfakes nas próximas eleições.

De repente, uma tecnologia coloca em xeque a nossa capacidade de discernir o real do fabricado. Será que estamos preparados para isso?

Uma nova onda de imagens e vídeos falsos começa

As deepfakes explodiram em popularidade nas redes sociais, como forma de entretenimento, os influenciadores usam a tecnologia até mesmo para gerar músicas novas com vozes de outros cantores, ou até interpretar personagens de filmes famosos.

Um exemplo é o famoso DJ David Guetta, que usou deepfake para recriar a voz do rapper Eminem e usá-la em uma música ao vivo, deixando fãs confusos se o áudio era real ou falso. Outros já foram até mais longe, gerando conteúdos sem nem mesmo precisar aparecer nas câmeras: a própria Inteligência Artificial gera o texto, a voz e o rosto com extrema realidade.

Este foi o caso de Jordi, chamado de “Kwebbelkop” nas redes sociais. Ele não precisa mais se sentar para gravar vídeos para seus milhões de seguidores, decidindo usar apenas deepfakes e IA para automatizar todo o processo. Com esses avanços rápidos, empresas especializadas em deepfakes como a Heygen multiplicaram seu valor de mercado em poucos meses, passando de US$1 milhão a US$75 em sua avaliação em 2023, de acordo com a Forbes.

Mesmo assim, o público pressiona e questiona se essas empresas irão adicionar recursos para impedir que deepfakes de pessoas não autorizadas e de teor inapropriado sejam criadas. Cada vez mais, governos e autoridades dependem desse tipo de mecanismo.

Por um lado, as deep fakes abrem um novo mundo de possibilidades para o entretenimento e produtividade. Nas mãos erradas, pode ser uma arma para desinformação, vingança pessoal e crimes cibernéticos. O potencial de abuso é vasto e perigoso.

Mas a verdade é que é impossível impedir as deep fakes. Embora possa parecer um cenário de ficção científica, a realidade é que essa tecnologia já está entre nós e, de fato, é impossível impedi-la de ser utilizada.

O conteúdo das deepfakes têm sido usado para desmoralizar e humilhar vítimas de todo o mundo.

Assim como a criação de websites se tornou um conhecimento acessível a todos, as tecnologias que geram deep fakes evoluíram e se tornaram ferramentas de código aberto, disponíveis para qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento técnico.

Ferramentas gratuitas como o Faceswap e DeepFaceLab democratizaram ainda mais esse acesso, permitindo que, com recursos computacionais básicos, qualquer um possa criar conteúdos deep fakes convincentes. Já sites como o DeepFakesWeb permitem que o usuário crie deep fakes sem nenhum conhecimento prévio e sem precisar instalar nada no seu computador. Tecnologias essas, antes restritas a especialistas, agora estão ao alcance de qualquer usuário com um celular ou computador em mãos.

É virtualmente impossível hoje impedir que uma pessoa crie uma deep fake. Uma deep fake sua já pode ter sido criada.

A capacidade de criar deepfakes personalizadas representa um risco significativo à privacidade e à segurança individual. Uma simples foto no Instagram pode ser suficiente para gerar um deepfake convincente, violando a privacidade e a autenticidade pessoal de maneira irreversível.

Além disso, o impacto psicológico não pode ser ignorado. Mesmo quando identificado como falso, o conteúdo das deepfakes têm sido usado para desmoralizar e humilhar vítimas todos os dias.

Um caso recente foi o da Taylor Swift, cantora americana que teve seu rosto clonado e usado para gerar imagens de teor inapropriado, viralizando nas redes sociais. O escândalo tomou proporções tão grandes que a Casa Branca dos EUA precisou intervir.

O mesmo acontece com pessoas comuns, que têm suas fotos copiadas de redes sociais públicas e manipuladas por criminosos anônimos na internet.

Então o que fazer para combater as deepfakes?

A regulamentação do conteúdo online já é um desafio monumental, e a questão das deepfakes eleva essa dificuldade a um nível inédito. Métodos tradicionais de detecção, como análise de pixels ou reconhecimento de voz, se tornam obsoletos diante da constante evolução da tecnologia deep fake. Embora a responsabilidade das empresas e a inviabilidade do controle total sejam frequentemente mencionadas, o papel do indivíduo nesse cenário não pode ser ignorado.

A conscientização sobre os perigos das deepfakes é crucial, pois representa a primeira linha de defesa contra a desinformação e a manipulação. A educação digital, aliada a avanços na detecção de deepfakes, surge como uma luz no fim do túnel.

Iniciativas de alfabetização midiática e o desenvolvimento de algoritmos capazes de identificar conteúdo manipulado são ferramentas de empoderamento em um ambiente onde a desconfiança impera.

A deepfake é um reflexo categórico de que o avanço tecnológico está muitos passos à frente da nossa capacidade de controlá-lo e compreender suas implicações.No entanto, também serve como um chamado para uma nova era de alfabetização digital e cooperação internacional na busca por soluções éticas e práticas.

O controle total pode ser uma ilusão, mas a preparação é a melhor arma contra a invasão do irreal no terreno da realidade. A sociedade precisa se adaptar a essa nova realidade, buscando maneiras de preservar a integridade e a confiança no ecossistema digital, enquanto explora o potencial positivo dessa tecnologia disruptiva.

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Bruno é especialista em segurança da informação e investigador digital. Autor do livro “Técnicas de Invasão”, que se tornou a obra mais vendida do Brasil na área de Hacking Ético.

 

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  • O senador Nelsinho Trad (PSD) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de reverter decisões da Justiça de Mato Grosso do Sul que o obrigam a quitar uma dívida de aproximadamente R$ 6,6 milhões com a empresa VCA Produções, responsável por serviços prestados durante sua campanha ao Governo do Estado em 2014.

A cobrança tem origem em uma nota promissória no valor de R$ 1,25 milhão, assinada após a conclusão dos trabalhos da produtora. Segundo os autos, a empresa tenta receber o crédito desde o fim da disputa eleitoral daquele ano, quando Nelsinho terminou a eleição em terceiro lugar. Com a incidência de juros e atualização monetária, o débito alcançou cerca de R$ 6,6 milhões.

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve, por unanimidade, a decisão da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais que determinou o pagamento da dívida. Posteriormente, a Vice-Presidência do TJMS negou seguimento ao recurso especial apresentado pela defesa do senador.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de segundo turno na disputa eleitoral, conforme aponta a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29).

Em um cenário contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula teria 49,2% dos votos, contra 42,9% do senador. Os votos nulos, brancos e dos entrevistados que não souberam responder somam 7,9%.
  • Uma homenagem reuniu dezenas de pessoas na noite desta terça-feira, entre as Lagoas, na Vila Piloto, em memória de Cauan do Corte, de 21 anos, que morreu após um acidente, em Três Lagoas. 

Familiares, amigos e moradores participaram do ato, marcado por orações, mensagens de despedida e demonstrações de carinho ao jovem. O momento também serviu para prestar solidariedade à família, que enfrenta o luto pela perda precoce.

A mobilização emocionou a comunidade e reforçou o apoio dos presentes aos familiares e amigos de Cauan neste momento de dor.
  • Sim, o caso aconteceu agora há pouco, na manhã desta sexta-feira (15), na Rua Taumaturgo, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. De acordo com informações que circulam nas redes sociais, o veículo havia acabado de sair de uma revisão mecânica quando começou a pegar fogo. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul⁠� foi acionado e controlou as chamas. Até o momento, não há registro de feridos. � Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul Se você estiver próximo ao local, é recomendável evitar a região temporariamente, pois pode haver lentidão no trânsito enquanto a ocorrência é finalizada.
  • O que vocês acham disso?
  • Motorista bate em carro e foge sem prestar socorro.
Segundo a moradora, o homem aparentava estar embriagado no momento da colisão. A situação gerou indignação e preocupação entre vizinhos.

❗ Fugir do local é crime.

📢 Denuncie e ajude a identificar o responsável.
  • Ciclista cai e interdita MS-134 Um ciclista ficou ferido após cair na rodovia entre Batayporã e Nova Andradina, na noite deste sábado(25). A pista foi fechada por cerca de 30 minutos para o socorro. Ele estava consciente, com dores, e foi levado ao hospital.

 Inicialmente se falava em atropelamento, mas testemunhas disseram que foi apenas queda.
  • A atuação integrada entre a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal resultou, na última sexta-feira (17), na prisão de dois indivíduos e na apreensão de aproximadamente 1.064,75 quilos de maconha em Dourados. Pela Polícia Civil, participaram da ação o 1º Distrito Policial e a DEPAC de Dourados; pela PRF, atuou a Delegacia Especializada de Fronteira da PRF em Dourados, com apoio da Base FICCO/PR.

O trabalho conjunto teve início após informações de inteligência apontarem que um Fiat Uno, vindo de Ponta Porã para Dourados, transportava entorpecentes, enquanto um VW Gol, com placas de Campo Grande, atuava como batedor da carga.
  • O crime ocorreu em um barracão abandonado frequentado por usuários de drogas.

Diante das informações, os policiais passaram a realizar levantamento de informações, e conseguiram identificar que o autor dos fatos se tratava de L.R.C. (26), o qual supostamente teria empreendido fuga do local, com auxílio de seu pai e um terceiro indivíduo.
O senador Nelsinho Trad (PSD) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de reverter decisões da Justiça de Mato Grosso do Sul que o obrigam a quitar uma dívida de aproximadamente R$ 6,6 milhões com a empresa VCA Produções, responsável por serviços prestados durante sua campanha ao Governo do Estado em 2014.

A cobrança tem origem em uma nota promissória no valor de R$ 1,25 milhão, assinada após a conclusão dos trabalhos da produtora. Segundo os autos, a empresa tenta receber o crédito desde o fim da disputa eleitoral daquele ano, quando Nelsinho terminou a eleição em terceiro lugar. Com a incidência de juros e atualização monetária, o débito alcançou cerca de R$ 6,6 milhões.

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve, por unanimidade, a decisão da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais que determinou o pagamento da dívida. Posteriormente, a Vice-Presidência do TJMS negou seguimento ao recurso especial apresentado pela defesa do senador.
O senador Nelsinho Trad (PSD) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de reverter decisões da Justiça de Mato Grosso do Sul que o obrigam a quitar uma dívida de aproximadamente R$ 6,6 milhões com a empresa VCA Produções, responsável por serviços prestados durante sua campanha ao Governo do Estado em 2014. A cobrança tem origem em uma nota promissória no valor de R$ 1,25 milhão, assinada após a conclusão dos trabalhos da produtora. Segundo os autos, a empresa tenta receber o crédito desde o fim da disputa eleitoral daquele ano, quando Nelsinho terminou a eleição em terceiro lugar. Com a incidência de juros e atualização monetária, o débito alcançou cerca de R$ 6,6 milhões. A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve, por unanimidade, a decisão da 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais que determinou o pagamento da dívida. Posteriormente, a Vice-Presidência do TJMS negou seguimento ao recurso especial apresentado pela defesa do senador.
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