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Corte de gastos: confira ponto a ponto os projetos encaminhados por Adriane aos vereadores

Sob justificativa de adesão ao PEF (Programa de Promoção do Equilíbrio Fiscal) do , a prefeita de , Adriane Lopes (PP), apresentou à Câmara de  um pacote de medidas que visa controlar despesas públicas, garantir acesso a financiamentos e abrir caminho para novos investimentos.

Na prática, o plano impõe limitações, centraliza o caixa do município e autoriza ações inéditas, como leilões de pagamento.

1. Teto de gastos para a máquina pública

Uma das medidas mais importantes é a limitação do crescimento anual das despesas primárias à variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Isso significa que o orçamento da Prefeitura só poderá crescer conforme a  oficial do país, congelando na prática o aumento real dos gastos públicos durante a vigência do plano.

Contudo, ficam fora do limite as despesas com Saúde, Educação, convênios, operações de crédito, precatórios, recursos vinculados por lei e transferências obrigatórias.

2. Centralização das finanças

A gestão de todo o dinheiro público do município, incluindo órgãos, autarquias, fundações e empresas públicas, será feita exclusivamente pela Secretaria Municipal da Fazenda.

A medida institui a chamada Conta Única, concentrando os recursos em uma única conta bancária no banco oficial, conforme determina a Constituição.

Essa centralização visa controlar melhor o fluxo financeiro, garantir liquidez e buscar melhores rendimentos para o dinheiro público.

3. Leilões para pagar dívidas com desconto

Outra proposta ousada é a realização de leilões de pagamento para dívidas inscritas em restos a pagar ou inadimplentes.

A Prefeitura vai priorizar pagamentos com base no maior desconto oferecido por fornecedores ou prestadores de serviço.

Além disso, será possível parcelar esses pagamentos, o que pode aliviar o caixa no curto prazo, mas também alongar dívidas com o setor privado.

4. Transferência de superávit ao Tesouro

As sobras financeiras de autarquias e fundações ao final do exercício fiscal serão obrigatoriamente transferidas ao Tesouro Municipal, passando a compor os recursos ordinários da Prefeitura.

Apenas recursos de convênios, operações de crédito e do Regime Próprio de Previdência ficarão de fora dessa regra.

5. Alinhamento com a União e acesso a crédito

O pacote permite a adesão formal da Capital ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal e ao próprio Plano de Equilíbrio Fiscal do Governo Federal.

Com isso, a Prefeitura poderá pleitear novos financiamentos com garantia da União, desde que cumpra metas e compromissos definidos em conjunto com o Tesouro Nacional.

6. Remessa de dados fiscais obrigatória

A adesão ao programa federal também exige que Campo Grande envie regularmente seus dados contábeis, fiscais e patrimoniais à Secretaria do Tesouro Nacional, em formato padronizado, demonstrando o cumprimento de controle externo e a transparência na gestão municipal.

Adriane corta gastos e projeta novas obras

Para garantir a liberação de recursos que vão viabilizar obras estruturantes pela Capital, a prefeita Adriane Lopes avança com mais medidas de austeridade que vão dar continuidade ao plano de enxugamento da máquina pública.

Após promover economias que superam R$ 30 milhões ao caixa da administração municipal, Adriane agora determina a implantação de teto de gastos, limitando o crescimento das despesas à inflação, a centralização financeira e o leilão de pagamentos — ferramenta que permite à Prefeitura obter descontos com fornecedores, aumentando a eficiência no uso dos recursos públicos.

Segundo a administração municipal, essas mudanças são avaliadas pela Secretaria do Tesouro Nacional e impactam diretamente na Capag (Capacidade de Pagamento) do município, um indicador que funciona como um “score fiscal” das cidades.

A expectativa é que, com o avanço das reformas, Campo Grande destrave recursos para obras em todas as regiões da cidade, incluindo um extenso programa de pavimentação e recuperação de vias.

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