A dificuldade do PL (Partido Liberal) em formar alianças partidárias nos estados e na disputa presidencial deve pressionar as finanças do partido.
Dono do maior Fundo Eleitoral, com um caixa de R$ 881,6 milhões, o partido estabeleceu metas ousadas em 2026.
O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, projeta eleger uma bancada de 115 deputados, sendo que os 97 parlamentares da atual legislatura serão prioridade e receberão em torno de R$ 3 milhões cada.
Já a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência deve consumir R$ 88,9 milhões no primeiro turno e R$ 44,4 milhões no segundo.
Por orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL também vai jogar peso nas campanhas ao Senado e espera eleger 20 parlamentares.
Fontes do PL dizem que há apreensão no partido sobre a divisão dos recursos e dizem que Valdemar terá que fazer “mágica” para contemplar a todos.
Com um caixa sobrecarregado de demandas, as chapas puras tornam as campanhas ainda mais caras.
Em Minas Gerais, com Flávio Roscoe, e Rio de Janeiro, com Douglas Ruas (o segundo e terceiro maiores colégios eleitorais), o PL não terá outros partidos para dividir a conta em disputas que são custosas.
No Paraná, Sérgio Moro conseguiu o apoio do Novo, que tem recursos limitados e não terá como contribuir.
Nesse cenário, as campanhas consideradas mais competitivas – casos de Santa Catarina com Jorginho Mello e Rio Grande do Sul, com Luciano Zucco – podem ter que recorrer aos demais partidos da coligação para reforçar o caixa.










