Mais do que um espaço de debates, a 10ª Conferência Municipal de Saúde reafirmou um princípio que sustenta o Sistema Único de Saúde: ouvir quem vive a saúde pública todos os dias. Durante os dias 3 e 4 de julho, usuários, trabalhadores, gestores, prestadores de serviço e representantes da sociedade civil se reuniram para discutir prioridades, construir propostas e definir diretrizes que vão orientar as políticas públicas de saúde de Campo Grande nos próximos anos.
Promovida pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em parceria com o Conselho Municipal de Saúde, a conferência teve como tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil” e deu continuidade ao processo participativo iniciado nas Conferências Distritais realizadas em junho nos Distritos Sanitários Centro-Prosa, Bandeira, Segredo, Imbirussu, Lagoa e Anhanduizinho.
Ao destacar o papel da Atenção Primária da Sesau nesse processo, a superintendente Ana Paula Resende afirmou que a participação da população é determinante para que as decisões reflitam as necessidades reais da cidade.
“As melhores políticas públicas são construídas quando ouvimos quem utiliza os serviços, quem trabalha diariamente no SUS e quem vivencia a realidade dos territórios”, ressaltou.
As propostas aprovadas durante a conferência poderão subsidiar o planejamento da saúde no mnicípio e ainda seguir para as etapas estadual e nacional das Conferências de Saúde, ampliando a possibilidade de que demandas construídas em Campo Grande contribuam para o fortalecimento do SUS em todo o país.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lhado, reforçou que a conferência é um espaço legítimo de participação e controle social. “É um espaço de compartilhamento de informações e de busca de melhores estratégias para a saúde municipal e para a melhoria da nossa qualidade de vida.”








