A corrida para as eleições presidenciais de 2026 segue acirrada e marcada por forte polarização. Segundo a 14ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantêm um empate técnico no limite da margem de erro em uma eventual disputa de segundo turno.
No cenário direto entre os dois candidatos, Lula reagiu e alcançou 47% das intenções de voto, apresentando um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao levantamento da semana anterior.
Flávio Bolsonaro manteve os mesmos 46%. Com essa movimentação, o atual presidente volta a ficar numericamente à frente do senador do PL, com uma vantagem mínima de um ponto percentual.
Terceira via em queda no 1° turno
Apesar do equilíbrio projetado para a rodada final, o cenário estimulado de primeiro turno mostra Lula ligeiramente à frente do candidato bolsonarista.
Lula cresceu três pontos e lidera com 42% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro avançou dois pontos e aparece com 37%. Com isso, a distância entre os líderes oscilou de quatro para cinco pontos percentuais.
Na espontânea, quando o eleitor não recebe nenhuma referência de candidato, Lula e Flávio seguem polarizando a disputa com 40% e 34%, respectivamente. O percentual nessa categoria mostra avanço tanto para o petista quanto para o senador bolsonarista, já que, na rodada anterior, pontuaram 39% e 31%.
O levantamento também evidencia a desidratação dos candidatos alternativos, que vêm perdendo espaço para a polarização. O escritor Augusto Cury (Avante), que na rodada anterior havia recuado de 11% para 9%, voltou a cair e agora registra 6%.
Em seguida, aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos, do Missão, com 2%; e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP), com 1% cada um. Os votos em branco ou nulos somam 4%, e os eleitores indecisos representam 2%.
Na pesquisa espontânea de primeiro turno — quando os nomes não são apresentados ao eleitor —, Lula oscilou de 39% para 40%, enquanto Flávio cresceu de 31% para 34%.
Aprovação e rejeição
A pesquisa apurou ainda a percepção sobre a atual gestão federal. A aprovação do governo Lula registrou uma melhora: após duas semanas de queda, o índice subiu de 45% para 47%.
Já a taxa de desaprovação oscilou para baixo, passando de 50% para 49%. Em relação à rejeição eleitoral, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 48% dizem o mesmo sobre Lula.A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-04076/2026.











