A Prefeita de Jardim, Clediane Areco Matzenbacher (DEM), saiu em defesa da coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e Comunidade LGBTQIAP+ (lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, interssexuais, assexuais e pansexuais) após conversas homofóbicas e transfóbicas viralizarem na internet na última semana.
A chefe do executivo do município, a 235 km de Campo Grande, gravou um vídeo ao lado do Secretário Municipal de Governo em Jardim, Luiz Miguel Faria, sobre o conteúdo das mensagens trocadas em um grupo do WhatsApp. Ela afirma que as falas seriam um tipo de “segregação” e exemplificou que existem coordenadorias sobre vários grupos no município.
“Assim como nós temos a coordenadoria de políticas públicas para mulheres, nós temos dentro da secretaria de assistência social o conselho do idoso, da criança, do adolescente. Então, nossa gestão é para todos e nós não vamos permitir qualquer tipo de discriminação contra orientação sexual, contra idade, classe social, independente. A nossa gestão é para todos. E nós não vamos admitir isso. Todas as medidas serão tomadas”, prometeu a prefeita, sem especificar quais seriam essas ações.
Luiz Faria também comentou que a coordenadoria alvo de críticas foi criada há cerca de três anos, na gestão passada, para lutar contra o preconceito.
“Essa coordenadoria foi criada em 2021 pelo então ex-governador Reinaldo Azambuja para justamente lutar contra a desigualdade racial e homofobia, que é um dos principais temas que a coordenadoria luta”, afirmou.
Vale lembrar que homofobia é crime e a pena para a conduta pode chegar a até cinco anos de prisão.
O que dizem as mensagens?
Prints mostram que um grupo de mensagens conversa contra as políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT na cidade. Já outras frases são direcionadas para a coordenadora de assuntos LGBT e igualdade racial do município.

Em um dos trechos, o grupo comenta sobre a visita da coordenadora em uma instituição de ensino para firmar um termo de cooperação para eventos, palestras e trabalhos para a conscientização contra a LGTBFobia e atendimentos para esta população.
“Temos que nos posicionar fora #foralgbtemjardim”, disse uma das pessoas. “Fim dos tempos”, disse outra.
“Eu acho que todo mundo tem o mesmo direito e potencial, seja homem ou mulher. Agora eu não vou chamar um homem que tem barba de ela só porque ela quer, cada um com seu cada um […]”, opina outro integrante do grupo.









