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Antes de matar Salvadora na frente dos filhos, marido acumulava 13 passagens pela polícia

José Cliverson Soares da Silva, de 32 anos, preso pelo feminicídio de Salvadora Pereira, de 22 anos, morta a tiros em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, acumulava 13 passagens pela polícia, entre elas ameaça,  no âmbito da  e já havia sido denunciado por uma ex-mulher. Salvadora é a 21ª vítima de feminicídio deste ano em Mato Grosso do Sul.

Informações obtidas pelo Midiamax são de que no dia 28 de outubro de 2023, a então esposa de José Cliverson, na época, acionou a polícia após ser agredida por ele. Ela contou na delegacia de  que estava na casa da sogra.

Ela e José estavam bebendo quando começaram uma discussão que acabou em agressões. O ex-casal tem três filhos. O cunhado de José o agrediu ao ver as agressões. A mulher acabou com hematomas no rosto.

Na época, José acabou preso e a vítima pediu medidas protetivas contra ele.

Salvadora foi morta com tiros no rosto

Uma equipe da PM (Polícia Militar) chegou ao local por volta das 23h, e encontraram Salvadora deitada em uma cama de casal, com perfurações na região do queixo e tórax. Próximo ao corpo, foi localizada a arma do crime, um revólver calibre .22.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 20h, em uma fazenda conhecida como ‘Vai Quem Quer’. O autor e a vítima trabalhavam como caseiros desta fazenda e, após ingerirem bebida alcoólica durante a tarde, teriam iniciado uma discussão no período da noite, quando o autor desferiu um disparo na região do rosto de Salvadora. Cinco crianças, com idades entre 2 e 8 anos, presenciaram o crime.

As crianças, sendo três delas filhas do autor — com 8, 7 e 2 anos — e duas filhas da vítima — com 7 e 5 anos — foram encontradas no mesmo cômodo que Salvadora. A irmã do autor compareceu ao local e se responsabilizou pela guarda dos menores.

José Cliverson permaneceu no local e admitiu o crime. Ele teria dito aos policiais: “Eu fiz, senhor. Fiz uma cagada”. O homem foi preso e encaminhado ao 1º DP de Corumbá. Em consulta ao BNMPP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), foi identificado um mandado de prisão por lesão corporal emitido em 2020.

Confira a lista de mulheres assassinadas em Mato Grosso do Sul:

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aquiElas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

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