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ANJL faz ação contra crianças em sites de apostas, mas identificação facial para barrar acesso só virá em 2025

ANJL faz ação contra crianças em sites de apostas, mas identificação facial para barrar acesso só virá em 2025

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) lançou, nesta quarta-feira (9), a campanha “Aposta não é coisa de criança”, destinada conscientizar pais e responsáveis a não permitirem o acesso desse público às plataformas, utilizando Cadastro de Pessoa Física (CPF) de adultos.

A iniciativa ficará em vigor até sábado (12) e contará com a veiculação de peças no Instagram e no LinkedIn da entidade.

“Até sábado, Dia das Crianças, as redes sociais da ANJL vão comunicar a todos – mercado, governo, pais e outros responsáveis – que as casas de apostas são totalmente contrárias ao ingresso de crianças e adolescentes em suas plataformas”, afirma Plínio Lemos Jorge, presidente da entidade.

Atualmente, a Lei 14.790/2023 e a Portaria nº 1.231 da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, já proíbem que os sites de apostas permitam o cadastro de menores de 18 anos. Porém, pode ocorrer de crianças e adolescentes acessarem os sites utilizando CPFs de adultos.

Isto sem contar que as plataformas que não desejaram se regularizar, mas continuam operando normalmente no Brasil, sequer estão sujeitas a essas restrições por faixa etária.

Leonardo Benites, diretor de comunicação da ANJL e que atua há anos na publicidade da indústria de apostas, defende que o setor transmita a mensagem de que essa forma de entretenimento é voltada exclusivamente a adultos.

“As casas de apostas sérias, que estão se submetendo à regulamentação, não têm interesse no público infantil. Mas precisamos estar todos atentos àquelas que descumprem e continuarão descumprindo o que diz a legislação sobre esse tema e resguardar as crianças e os adolescentes”, disse Benites.

Barreiras tecnológicas só em 2025

Uma das ações concretas previstas na regulamentação das apostas, visando barrar o acesso de crianças e adolescentes menores de 18 anos às plataformas, é a implantação do sistema de reconhecimento facial para usuários, em todos os sites licenciados no país.

Essa medida passará a ser obrigatória apenas em 1º de janeiro de 2025. Por enquanto, os sites em operação no Brasil ainda não começaram a adotar o sistema de reconhecimento facial, iniciativa que tornaria mais difícil o acesso de crianças ao universo das apostas.

Procurada, a ANJL informou que “todas as casas de apostas estão em fase de integração do recurso aos sistemas, para atender à obrigatoriedade a partir de janeiro”.

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