Ângelo Guerreiro grava vídeo ao lado de apoiador monitorado por tornozeleira por violência doméstica - SUDOESTE MS
Ícone do site SUDOESTE MS

Ângelo Guerreiro grava vídeo ao lado de apoiador monitorado por tornozeleira por violência doméstica

Vídeo de campanha do candidato a deputado estadual com figura popular conhecida em Três Lagoas gera forte repercussão negativa em meio a recentes embates judiciais.

 

A caminhada rumo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul tem imposto testes severos à resiliência política do ex-prefeito e candidato a deputado estadual Ângelo Guerreiro (PSDB). Em meio a uma agenda intensa de rua, um registro audiovisual veiculado recentemente nas redes sociais jogou luz sobre um flanco indesejado na estratégia de comunicação do tucano, provocando desconforto nos bastidores e críticas contundentes de eleitores na região de Três Lagoas.

 

Nas imagens que passaram a circular com forte engajamento digital, Guerreiro aparece sorridente gravando ao lado de um apoiador bastante conhecido no município: trata-se de uma figura popular na cidade, amplamente identificada nas rodas locais como Juninho TL, com trânsito e histórico na promoção de eventos esportivos e amadores — especialmente com atuação marcante no bairro Osmar Dutra. No entanto, o que deveria ser mais uma peça protocolar de divulgação político-eleitoral transformou-se rapidamente em crise de imagem devido a um detalhe incontornável e visível no vídeo: o aliado ostenta na perna uma tornozeleira eletrônica.

 

O equipamento de monitoramento judicial, conforme apurado, está atrelado a processos criminais graves que envolvem acusações de violência doméstica. A exibição pública de um postulante a uma cadeira no Poder Legislativo abraçado a um indivíduo sob monitoramento penal por agressão gerou imediata rejeição moral e debate público acalorado sobre os critérios de curadoria e exposição adotados pela equipe de campanha.

 

*O cerco jurídico e o abalo na rota rumo às urnas*

 

O episódio com o apoiador monitorado não ocorre no vácuo; ele se choca com uma sequência recente de turbulências jurídicas que já mantinham o nome de Guerreiro sob os holofotes de forma desfavorável. Dias antes da repercussão do vídeo, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve uma condenação por improbidade administrativa contra o ex-prefeito em virtude de contratos emergenciais de coleta de lixo firmados durante sua gestão municipal.

 

O revés no tribunal de segunda instância não apenas recolocou em debate a estabilidade de sua trajetória administrativa, como também motivou investidas imediatas de adversários políticos.

 

Facções opositoras protocolaram representações formais perante o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) exigindo o indeferimento ou a suspensão do registro de candidatura de Guerreiro ao Parlamento estadual.

 

Embora a Corte Eleitoral tenha rejeitado os pedidos e mantido o registro ativo — sob o entendimento processual de que fatos supervenientes não comportam reabertura de registro por simples petição —, a convergência entre o desgaste institucional de uma condenação por improbidade e a exposição pública ao lado de um agressor monitorado por tornozeleira adiciona camadas de alta voltagem e imprevisibilidade ao projeto político do candidato nesta reta final de pleito.

Sair da versão mobile