Foram emitidos mandados para oito pessoas e cinco empresas; entre as medidas estão prisão preventiva, monitoramento eletrônico e suspensão de atividades
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quarta-feira (4) a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeita de fraudes envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Entre os alvos, está o próprio presidente da instituição, que foi preso novamente pela PF após suspeita de obstrução e ofensiva contra testemunhas ligada ao caso.
Veja quem foi alvo da operação:
- Daniel Bueno Vorcaro – prisão preventiva;
- Fabiano Campos Zettel – prisão preventiva;
- Luiz Phillipi Machado de Moares Mourão – prisão preventiva;
- Marilson Roseno da Silva – prisão preventiva;
- Paulo Sérgio Neves de Souza – medidas de monitoramento;
- Belline Santana – medidas de monitoramento;
- Leonardo Aufusto Furtado Palhares – medidas de monitoramento;
- Ana Claudia Queiroz de Paiva – medidas de monitoramento;
- Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda. – suspensão de atividades;
- Moriah Asset Empreendimentos E Participações Ltda. – suspensão de atividades;
- Super Empreendimentos E Participações S.A. – suspensão de atividades;
- King Participações Imobiliárias Ltda. – suspensão de atividades; e
- King Motors Locação De Veículos E Participações Ltda. – suspensão de atividades.
Vorcaro ordenou ameaça a jornalistas, ex-empregados e concorrentes, diz PF
A PF (Polícia Federal) identificou indícios de que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ordenava a adoção de medidas intimidatórias contra pessoas consideradas potencialmente “prejudiciais” a seus interesses, entre elas jornalistas, ex-funcionários e concorrentes.
O banqueiro voltou a ser preso em nova fase da operação Compliance Zero deflagrada nesta quarta-feira (4). A decisão que autorizou a ação é do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, mas foi solto na sequência. Na época, foi determinado que o empresário fizesse o uso de tornozeleira eletrônica.
Na decisão de hoje, Mendonça diz que foi identificada a “emissão de ordens diretas de DANIEL VORCARO para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça”.
Segundo as investigações, o grupo comandado por Vorcaro mantinha uma “estrutura de vigilância e coerção privada, denominada ‘A Turma’, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro”.
CNN Brasil
