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Além de Búzios, infestação de escorpiões também atinge Porto Real, no Sul Fluminense

Além de Búzios, infestação de escorpiões também atinge Porto Real, no Sul Fluminense


De acordo com o Instituto Vital Brazil, 200 animais foram coletados na cidade da Região dos Lagos e não há registro de acidentes com pessoas neste ano O município de Porto Real, no Sul Fluminense, é o segundo do Estado do Rio a enfrentar uma infestação de escorpiões-amarelos, o mais perigoso do país, de acordo com o Instituto Vital Brazil (IVB). Assim como Búzios, na Região dos Lagos, a cidade está sendo monitorada pelo órgão, que fez um plano de ação com as prefeituras dos dois municípios para controlar o aparecimento dos animais. Não houve registros de acidentes este ano.
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Em Porto Real, especialistas do instituto ofereceram treinamento — focado em prevenção e ações a serem tomadas em caso de acidente com crianças — aos agentes das secretarias municipais de Educação e de Saúde.
Búzios vive infestação de escorpiões-amarelos
Segundo a Vigilância Ambiental de Búzios, Centro, Ferradura, João Fernandes, São José e Rasa têm apresentado maior ocorrência. Cerca de 200 escorpiões vivos foram coletados e incorporados ao Laboratório de Artrópodes do IVB, onde são mantidos para pesquisa e extração de veneno.
A maior parte dos escorpiões foi encontrada em locais de vegetação, dentro da cadeia alimentar — gambás e outros marsupiais, conhecidos como cuícas, são seus predadores. No início do mês, porém, a ciclista Angela Tavares encontrou um escorpião na boia da filha de 8 anos, em uma ida à praia. As duas estavam na água quando a menina pediu que a mãe buscasse o objeto para elas usarem no mar.
— Fiquei apavorada. Comecei a imaginar se ela tivesse ido buscar a boia sozinha e voltasse com ela no corpo. Eu matei o bicho e fui embora. Na hora nem pensei em nada, só em sair de lá — conta.
Escorpião da espécie Tityus serrulatus, também conhecido como escorpião amarelo
Divulgação/ Instituto Vital Brazil
Em casos assim, o melhor a fazer é mesmo evitar contato, explica o biólogo Claudio Maurício Vieira, coordenador do laboratório do IVB:
— Se a pessoa entrar em contato com o escorpião, ela deve se proteger. Jamais tentar tocá-lo com a mão desprotegida e jamais fazer qualquer ação que a exponha a um acidente. Se for possível aprisionar o animal em um pote de vidro ou de plástico, ela deve fazer isso e imediatamente comunicar aos órgãos públicos.
Uma picada pode causar dor, edema e vermelhidão. Em situações mais graves, provoca sudorese, náuseas, vômitos, dor abdominal e queda da pressão. Em casos raros, leva à instabilidade cardiorrespiratórias e à morte. A recomendação, sempre, é ir imediatamente ao hospital mais próximo, onde a equipe médica avaliará o tratamento mais adequado, que pode incluir uso de soro antiescorpiônico.
O fluxo de turistas, o tempo quente e úmido e a forma de reprodução dos animais têm elevado o perigo de uma infestação com maiores proporções, especialmente em Búzios, onde áreas atingidas estão sendo mapeadas.
— Já vimos este cenário em outros municípios do estado e no Brasil, um dos países que apresentam o maior crescimento tanto da ocorrência de escorpiões quanto de acidentes por esses animais em áreas urbanas — explica Vieira.
Prevenção
Conhecidos por se alimentarem de insetos pequenos como baratas e moscas, os escorpiões podem ser encontrados em diversos locais. Para evitar acidentes com aranhas ou outros animais peçonhentos, a recomendação é adotar as seguintes medidas:
Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e material de construção nas proximidades das casas.
Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas. Manter a grama aparada; limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas.
Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo; combater a proliferação de insetos, para evitar o aparecimento das aranhas que deles se alimentam; verificar a presença de aranhas em hortifrutigranjeiros.
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes para impedir o trânsito de aranhas pela residência.

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