Adriane enfrentará desafio de construir base com crescimento da bancada independente
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Adriane enfrentará desafio de construir base com crescimento da bancada independente

Prefeita irá ter desafio de conquistar o apoio de parte da Casa de leis que se posicionam como independentes; PT segue como a maior bancada de oposição

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), terá o desafio de formar uma base de apoio na Câmara Municipal. Após a eleição da mesa diretora, os vereadores já começaram a discutir como agirão no Legislativo.

Até agora, uma boa parte dos vereadores pretende atuar de forma independente. A prefeita conta com uma base declarada de seis vereadores: quatro do PP e dois do Avante.

Adriane já iniciou conversas com alguns vereadores. O Republicanos, representado por Herculano Borges e Neto Santos, deve se aliar à base de Adriane. O partido foi um dos primeiros a buscar um diálogo pós-eleitoral para discutir a parceria na nova legislatura. Betinho, que não conseguiu a reeleição, também participou dessas conversas, com expectativa de assumir algum cargo na prefeitura.

O PT, que na gestão anterior foi o único partido de oposição, agora com três vereadores, deve continuar sendo a principal força oposicionista na Câmara.

Há também curiosidade sobre como atuará o ex-prefeito e vereador mais votado, Marquinhos Trad (PDT). Eleito e reeleito com Adriane como vice, rompeu com ela após deixar a prefeitura e perder a eleição para o governo estadual. Trad promete respeitar a prefeita hierarquicamente.

A maioria dos partidos declara independência. No PL, que apoiou Adriane no segundo turno, a tendência é de atuação independente. Rafael Tavares já afirmou que não fará parte da base e atuará de maneira independente.

“Minha intenção é fiscalizar a prefeitura de forma independente e ajudar em propostas que se alinhem com a pauta conservadora, sempre mantendo minha coerência”, disse Tavares.

O União Brasil, de Rose Modesto, também não será base, mas o vereador Fábio Rocha frisa que não será oposição por oposição. “Apoiarei o que for bom para a cidade e os cidadãos, mas resistirei a qualquer medida que prejudique a população. Busco manter minha liberdade de decisão e o respeito ao mandato que me foi dado, sempre com diálogo aberto e construtivo.”

O PSDB, que possui a maior bancada na Câmara, também opta pela independência. Embora não tenha apoiado Adriane no segundo turno, elegeu Papi com um discurso de parceria com a prefeita. No mandato anterior, mesmo com candidato próprio e de oposição, os vereadores tucanos votaram majoritariamente a favor dos projetos da prefeita.

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