Antônio Marcos da Silva confessou que assassinou Rosenilda de Oliveira Candelário após ‘perder a cabeça’. Já no caso de Reginaldo Messias Bispo, morto a facadas, a motivação teria sido ciúmes, afirmou o autor durante depoimento prestado na delegacia de Nioaque, a 185 quilômetros de Campo Grande.
Antônio se entregou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (20) e ainda revelou o local onde estava o revólver calibre .38 usado para atirar em Rosenilda.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Antônio permanecerá preso. O mandado de prisão foi decretado no domingo (19).
Durante o interrogatório, Antônio afirmou que o relacionamento com Rosenilda era marcado por discussões. Na sexta-feira (17), quando o crime foi cometido, ele teria perdido a cabeça e atirado na vítima. Em seguida, esfaqueou Reginaldo Messias Bispo até a morte.
Arrependimento
Ao se entregar à polícia, Antônio se disse arrependido de ter cometido o crime. Segundo o rapaz, ele cometeu o assassinato depois de perder a cabeça com a situação. Por esse motivo, decidiu se entregar.
No dia do crime, o homem havia fugido em um Fiat Palio branco.
Feminicídio
Rosenilda de Oliveira Candelário foi morta a tiros na noite de sexta-feira (17), na Colônia Conceição, em Nioaque. Rosenilda estava com Antônio, autor do assassinato, e com Reginaldo, também morto a facada por Antônio. Os três estavam consumindo bebida alcoólica em um churrasco. O caso é investigado como feminicídio e homicídio.
De acordo com moradores da região, a polícia foi acionada após vizinhos escutarem disparos de tiro. O registro policial aponta que cinco tiros foram ouvidos.
Quando a equipe chegou ao local, encontrou Rosenilda já sem vida, sentada em uma cadeira na varanda de sua casa, local que funcionava também como um bar. Foram constatadas duas lesões na região da cabeça, compatíveis com disparos de arma de fogo.
Já Reginaldo foi encontrado caído nas proximidades do bar na Agrovila, com aproximadamente oito perfurações na região do tórax, possivelmente de facadas.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
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⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
