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Acordo prevê indenização de R$ 144,8 milhões em área de conflitos indígenas

Jornal Midiamax

Demarcação da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, em Antônio João

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Acordo feito em audiência no STF nesta quarta (Divulgação/STF)

Ficou a cordado em audiência no STF (Supremo Tribunal Federal) o pagamento de R$ 144,8 milhões a proprietários rurais em relação a demarcação da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu, em Antônio João, cidade a 281 quilômetros de Campo Grande.

A região ficou marcada pelo conflito entre policiais militares e indígenas que terminou com a morte do jovem Neri Guarani Kaiowá, de 23 anos. Em audiência realizada pelo ministro Gilmar Mendes, foram definidos os termos.

Segundo o acordo, deverá haver o pagamento da União aos proprietários no valor de R$ 27,8 milhões a título das benfeitorias apontadas em avaliação individualizada feita pela Funai em 2005, corrigidas pela inflação e a Taxa Selic, viabilizado por meio de crédito suplementar.

A União também fazer o pagamento de R$ 101 milhões em indenização pela terra nua. Já o Estado de Mato Grosso do Sul repassará R$ 16 milhões aos proprietários. Após o pagamento das benfeitorias, os proprietários devem se retirar do local em até 15 dias. Após o prazo, a população indígena poderá ingressar no espaço de forma pacífica.

Também haverá extinção de todos os processos em tramitação no Judiciário que discutem os litígios envolvendo o conflito da demarcação da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu. A pedido dos indígenas, foi incluído no acordo por consenso com os proprietários uma cerimônia religiosa e cultural no local de falecimento de Neri da Silva, jovem indígena que morreu durante confrontos na região.

O ato contará com a presença de 300 pessoas da comunidade indígena no próximo sábado, 28 de setembro, das 6h às 17h. A Funai e a Força Nacional acompanharão o evento.


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