A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), disse que a decisão sobre a intervenção do Consórcio Guaicurus será “o que for melhor para a população”.
Ao Jornal Midiamax, a prefeita confirmou que irá anunciar a decisão até sexta-feira e que irá se reunir com o grupo de trabalho que avaliou a intervenção para “entender todos os pontos do relatório”, disse Adriane, lembrando que também levará em consideração os levantamentos feitos pela CPI na Câmara, que também recomendou a intervenção.
A reportagem conversou na terça-feira com a chefe do grupo, a procuradora-geral do município, Cecília Rizkalah. A PGM disse que já disponibilizou o relatório à prefeita e que o grupo irá apresentar todos os detalhes da auditoria para a prefeita.
O relatório final da comissão especial recomendou a intervenção na concessão do Consórcio Guaicurus mediante a nomeação de um interventor para “assegurar a continuidade, a regularidade, a segurança e a adequação da prestação do serviço público essencial”, diz o documento.
Em declarações recentes, a prefeita de Campo Grande criticou o Consórcio Guaicurus, principalmente em relação à frota sucateada: “Desde que eu assumi a gestão, eu estou cobrando aquilo que é o objeto do contrato. Qual é o objeto do contrato? A gente faz a nossa parte, o município, e a empresa faz a parte dela. Hoje nós estamos chegando a 235 ônibus para serem trocados”, disse.
Consórcio Guaicurus disse que ‘solução’ seria mais dinheiro público
Após a comissão especial da Prefeitura decidir pela intervenção e ‘fechar o cerco’ ao contrato de concessão do transporte coletivo de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus reconheceu as falhas apontadas na auditoria e insistiu na tese de que a solução seria mais dinheiro público.
Em nota oficial disparada após o relatório final da intervenção, o grupo que detém contrato bilionário volta a defender a tarifa técnica de R$ 7,79 — que é alvo de disputa na Justiça. “O transporte público de Campo Grande sofre com um descompasso estrutural crônico entre a tarifa técnica (o custo real do serviço) e a tarifa pública paga na catraca, agravado pela ausência de subsídios integrais para o custeio de gratuidades garantidas por lei”, diz, em trecho da nota.
Vale ressaltar que a concessionária deve receber cerca de R$ 70 milhões da Prefeitura de Campo Grande somente neste ano.
Autuações e ônibus velhos










